O secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos, afirmou hoje em Lisboa que a sua organização «não tem um monopólio» das manifestações e que é altura «de juntar forças e vontades» contra as políticas que estão a ser desenvolvidas, avançou este sábado a agência Lusa.

Antes do início da manifestação do movimento «Que se lixe a 'troika'», Arménio Carlos garantiu que a CGTP-IN é «a organização social mais abrangente e representativa da unidade dos trabalhadores, independentemente da sua posição política e sindical».

O responsável justificava assim a sua presença nesta manifestação hoje em Lisboa, uma semana depois das marchas promovidas pela CGTP-IN tanto na capital como no Porto.

«A esmagadora maioria das pessoas que hoje aqui estão está de acordo com as posições da CGTP. Neste momento, não precisamos de estimular diferenças, mas de juntar forças e vontades», disse.

Arménio Carlos comentou que a manifestação que hoje vai ligar o Rossio à Assembleia da República quer mostrar como as pessoas estão «contra as políticas desenvolvidas e, particularmente, contra um orçamento brutal que asfixia a economia e esmaga os rendimentos dos trabalhadores e dos pensionistas», lembrando as propostas feitas na sexta-feira pela central sindical a nível fiscal.

A manifestação do movimento «Que se lixe a troika» coincide com a discussão da proposta do Orçamento do Estado para 2014, e vai decorrer em 14 cidades portuguesas com o objetivo de protestar contra as políticas de austeridade do Governo. As ações vão decorrer em Aveiro, Braga, Beja, Coimbra, Faro, Portimão, Funchal, Horta, Lisboa, Portimão, Setúbal, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu.