Alunos, pais e encarregados de educação manifestaram-se esta segunda-feira contra a «chuva que cai dentro» das salas de aula da Escola Básica 2,3 e Secundária de Mondim de Basto e para exigirem obras de imediato.

Os alunos colocaram faixas na entrada do recinto escolar onde se podia ler «primeira greve» e garantiram que esta segunda-feira, durante todo o dia, «ninguém vai às aulas». Alguns pais e encarregados de educação juntaram-se ao protesto porque considerarem a situação insustentável.

«Estamos a mostrar o nosso descontentamento por causa da cobertura da escola, contra a situação de chuva dentro das salas de aula», afirmou o presidente da Associação de Pais, Carlos Martins.

O responsável explicou que, «na quase totalidade da escola, chove na maioria das salas de aula». «Estamos a falar de chuva e não de infiltrações, literalmente de chuva. E, em algumas salas, chove tanto como cá fora», frisou.

O cenário atual, de acordo com Carlos Martins, é de «salas de aula com as janelas abertas e plásticos que mandam a água cá para fora». «A escola tem uma cobertura em tela e tem uma duração, não dura para sempre. Ela começou a apodrecer e a levantar», sublinhou.

O responsável referiu que têm insistido com a direção da escola e Direção Regional de Educação do Norte, já subscreverem um abaixo-assinado e conseguiram que fossem feitas obras no ano passado, as quais, na sua opinião, ainda «pioraram a situação». «Colocaram uma faixa à volta da tela que levantou tudo e agora a situação é ainda pior. Foi dinheiro deitado fora», afirmou.

A EB 2,3 e Secundária foi construída há cerca de 30 anos, sofreu uma intervenção há 12 anos, com a construção de um novo pavilhão, o único onde, segundo Carlos Martins, «não chove». Neste estabelecimento estudam 749 alunos.