Algumas centenas de pessoas e viaturas participaram esta sexta-feira numa concentração, em Beja, para exigir o reinício das obras no IP2 e na A26/IP8, paradas desde 2011, e a reparação de estradas regionais do Baixo Alentejo.

A concentração, com o lema «Nós existimos, Nós exigimos», prolongou-se por cerca de 40 minutos na zona de estacionamento do Parque da Cidade, junto a uma das entradas de Beja.

Alguns dos participantes empunharam bandeiras e cartazes onde se podiam ler frases com as exigências que motivaram a concentração, como «Nós existimos, Nós exigimos - IP8, IP2, Estradas Regionais» e «Pelo IP8 e Pelo IP2», como reporta a Lusa.

A ação de protesto contou com a participação de pessoas e viaturas que se deslocaram em colunas de vários concelhos do distrito de Beja, como os de Alvito, Aljustrel, Beja, Castro Verde, Moura e Vidigueira.

A concentração contou também com a participação de vários presidentes de câmaras do distrito de Beja, como os comunistas de Barrancos, Beja, Cuba, Serpa e Vidigueira e os socialistas de Aljustrel, Mértola, Ourique e do deputado do PSD eleito por Beja, Mário Simões.

O protesto foi organizado pela Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (CIMBAL), pela Associação Empresarial do Baixo Alentejo e Litoral, pela Turismo do Alentejo e pela Associação de Comércio, Serviços e Turismo do Distrito de Beja.

Em causa está o reinício das obras de requalificação do Itinerário Principal (IP) 2, entre São Manços (Évora) e Castro Verde (Beja), e de construção dos lanços da A26 entre Sines e Santa Margarida do Sado, incluídas na subconcessão do Baixo Alentejo e que estão paradas desde 2011 e deveriam ter sido retomadas no passado mês de julho.

Os municípios queriam que a A26 fosse construída entre Sines e Beja, como inicialmente previsto, mas como foi cancelada a construção dos lanços entre Santa Margarida do Sado e Beja exigem, em alternativa, a requalificação do IP8, aproveitando infraestruturas já construídas no âmbito das empreitadas nos troços cancelados.