Algumas dezenas de trabalhadores de setores como hotelaria, restauração e moagens concentraram-se hoje em Lisboa, próximo do Ministério da Economia, para exigir aumentos salariais.

O grupo de manifestantes, convocados pela FESAHT-Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas e Hotelaria e Turismo de Portugal, dirigiu-se do Largo do Chiado para a Rua da Horta Seca, onde fica o Ministério da Economia, mas à entrada para esta rua foram obrigados a parar pela polícia.

Frente à barreira formada por polícias concentraram-se então várias dezenas de manifestantes, ao som de palavras de ordem, de buzinas e empunhando faixas onde se lia “Aumentos salariais já!” e “Pelo aumento da contratação coletiva”.

A manifestação de hoje envolveu trabalhadores vindos de vários pontos do país, especialmente dos hotéis, restauração e similares e ainda da agricultura e da indústria de moagem, tem como objetivo exigir “o aumento de salários e o respeito pela contratação coletiva”, disse à Lusa um dirigente da FESAHT, Joaquim Pires.

Joaquim Pires afirmou também que a federação sindical, afeta à CGTP, reivindica um aumento mínimo de 38 euros por trabalhador. Isto porque os setores em causa enfrentam congelamentos salariais desde há quatro a oito anos.

“O Governo tem obrigação de dinamizar a contratação coletiva, mas não o faz nos termos da lei e dá força às empresas para desrespeitarem estas obrigações para com os trabalhadores”, criticou.


A manifestação, que terminou com a entrega de uma moção de protesto no Ministério da Economia, tinha começado no início da manhã com concentrações junto às associações empresariais da indústria de moagens e de hotelaria e restauração.

Além da FEHSAT, participaram também trabalhadores ligados a vários sindicatos, incluindo o Sintab-Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal e o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte.