Nas lapelas, nas mãos, nos chapéus ou até mesmo a enfeitar bandeiras, os cravos, símbolo da Revolução de Abril, dominaram o ambiente no desfile que cerca das 15:40 arrancou na avenida da Liberdade em direção ao Rossio.

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Milhares de pessoas começaram antes das 15:00 a concentrar-se no Marquês de Pombal, em Lisboa, para descer a principal avenida da capital, no desfile 25 de Abril, que assinala os 40 anos da revolução dos cravos.

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Várias gerações, sozinhos, em grupo ou em família, milhares de pessoas foram juntando-se na avenida, atrás da chaimite da Associação 25 de Abril, enfeitada também com um grande cravo vermelho, à espera do arranque da marcha.

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No entanto, antes do início do desfile era já possível ver muita gente espalhada ao longo de toda a avenida, longe do ponto de onde deveria arrancar e onde se juntou a cabeça da marcha, organizada pela Associação 25 de Abril.

Antes do início do desfile, no Marquês foi se cantando a «Grândola Vila Morena» e, já em movimento, as pessoas seguiram alinhadas pela avenida gritando palavras de ordem como «25 de Abril sempre» e «fascismo nunca mais».

Durante a manhã, a reduzida afluência de cidadãos à Assembleia da República, onde decorreu a cerimónia oficial a assinalar o aniversário do 25 de Abril, contrastava com os milhares de pessoas que, cerca das 11:00, estavam reunidos no Largo do Carmo, em Lisboa, para a evocação ao capitão Salgueiro Maia promovida pela Associação 25 de Abril.

Enquanto no interior da AR decorria a sessão solene, no exterior, apenas estiveram elementos do Movimento da Revolução Branca com uma urna que simboliza o enterro da Constituição Portuguesa, e do outro a concentração do PNR que protestou contra o regime político vigente, o qual consideram que está «podre» e dominado pela corrupção.