O Ministério Público instaurou um inquérito às circunstâncias que rodearam a morte de três jovens, dois espanhóis e um português, no apeadeiro de Águas Santas, na Maia, distrito do Porto, disse esta quinta-feira fonte da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Fonte da PGR referiu à Lusa que o Ministério Público “instaurou um inquérito” sobre o caso do acidente de comboio de segunda-feira, do qual resultaram três mortes na segunda-feira transata, quando, segundo informações entretanto veiculadas, um grupo de jovens tentava grafitar as carruagens de um comboio que se encontrava parado no apeadeiro da Maia e um outro comboio se cruzou a quase 120 quilómetros por hora.

A PSP do Porto está a desenvolver “as démarches investigatórias” e “todas as linhas de investigação estão a ser realizadas”, mas cabe ao Ministério Público determinar as diligências para ouvir os testemunhos no local e os dois espanhóis que se ausentaram na noite de segunda-feira do apeadeiro de Águas Santas, explicou à Lusa fonte das relações públicas daquela polícia.

"Estamos a desenvolver a investigação e a encaminhar para o Ministério Público", disse fonte da PSP do Porto.


O Comando Distrital de Operações de Socorros (CDOS) do Porto disse à Lusa que o alerta do acidente ferroviário foi dado às 20:29 de segunda-feira passada e a ocorrência foi dada como terminada à 00:10 de terça-feira transata, tendo-se deslocado ao local três viaturas dos Bombeiros Voluntários da Maia, com sete operacionais, uma viatura médica do Hospital de São João, uma viatura da PSP e uma viatura da Polícia Judiciária.

A CP - Comboios de Portugal -, lamentou “profundamente as consequências do trágico acidente” e assegurou que vai colaborar com as autoridades responsáveis pela investigação, no sentido do seu cabal esclarecimento, mas que também vai proceder "às suas averiguações internas”.