O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, negou hoje, no parlamento, que o dispositivo de meios de socorro para acorrer a situações de sinistralidade rodoviária seja insuficiente.

Na audiência na comissão parlamentar da Economia e Obras Públicas, Miguel Macedo disse que não tem «a perceção de que haja carência de meios para esse efeito», nem a existência de desarticulação entre os ministérios da Administração Interna (que tutela os bombeiros) e da Saúde (Instituto Nacional de Emergência Médica, INEM), nos meios de socorro».

Em resposta a observação do deputado do PS Jorge Fão, o ministro da Administração Interna assinalou que não tem «a visão» da existência «de tão grandes desajustamentos no terreno» dos meios do socorro.

«Há meios de socorro do INEM, meios do INEM nos bombeiros e os meios dos bombeiros», disse o governante, sublinhando que «se tenta que o resultado seja uma racionalização do dispositivo, tendo em conta a frequência das ocorrências pelo território nacional», afirmou.

Acompanhado do secretário de Estado da Administração Interna, João Almeida, Miguel Macedo reiterou, na comissão parlamentar, o objetivo de «integração dos sistemas de 112» (número de emergência nacional), admitindo que tem «um custo muito elevado em relação àquilo que é possível ter em termos de serviço».

Miguel Macedo frisou que o Ministério da Administração Interna «está a concluir todos os procedimentos para ter um 112 Norte», como experiência para «a integração do 112», objetivo do Governo que voltou a deixar vincado.

Defendeu também que «não haja redundância» no serviço e que a emergência tenha «mais eficácia e eficiência na resposta».

Salientando que «a segurança rodoviária é um do pilares fundamentais» e «um dos objetivos da atuação» do Ministério da Administração Interna, o membro do Governo de maioria PSD-CDS/PP revelou que, no ano passado, «houve um aumento de sinistralidade em estradas municipais e nos arruamentos urbanos», quando, disse, «diminuiu nas Estradas Nacionais».

Miguel Macedo declarou que o ministério está a estudar «dar suporte técnico adequado para que possam ser dadas soluções» aos municípios, tendo sido secundado por João Almeida, que assinalou que «a questão da sinalética» e o «perfil da via», diferentes em municípios, também assumem grande importância.

Dados provisórios da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) referem que, no ano passado, se registaram 591 vítimas mortais em resultados de acidentes nas estradas portuguesas.

«Se compararmos o ano passado com 2012, tivemos menos 54 vítimas mortais nas estradas portuguesas, a que corresponde uma diminuição de 10,4 por cento», notou Miguel Macedo.

No ano passado, ocorreram menos 59 feridos graves, num universo de 2.001, menos 2,9% comparativamente com 2012.

No entanto, os acidentes sofreram um ligeiro aumento no ano passado, tendo-se registado 116.053 ocorrências, mais 1.145 do que em 2012, num universo de 114.890.

Também os feridos graves sofreram uma diminuição em 2013, tendo ficado gravemente feridos 2.001 pessoas, contra as 2.060 registadas em 2012.