O Ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, disse esta segunda-feira, na Lourinhã, que os trezentos agentes da PSP que prestam serviço no Aeroporto de Lisboa, e se fardam em contentores, vão ter instalações condignas até ao fim do ano.

«Está previsto que, até ao fim deste ano, essa situação possa ser ultrapassada», afirmou Miguel Macedo aos jornalistas, sublinhando que, apesar de serem condições do aeroporto, «é preciso resolver o problema com celeridade, na medida em que há um efetivo importante de cerca de 300 elementos policiais de serviço que têm de ter outras condições».

O governante admitiu que é mais uma «situação trágica de tornar o provisório definitivo».

O jornal Público noticiou esta segunda-feira que os agentes da PSP, que prestam serviço no Aeroporto de Lisboa, se fardam em dois contentores exteriores, há pelo menos cinco anos.

A situação verifica-se desde que foram iniciadas as obras no terminal dois do aeroporto, que obrigaram à colocação dos contentores no parque de estacionamento público das chegadas como medida provisória, mas que ainda hoje se mantém.

Segundo o jornal, a Divisão de Segurança Aeroportuária é composta por 300 agentes e a situação afeta, pelo menos, metade deles. Os restantes usam as antigas camaratas da divisão instalada noutra latitude do aeroporto.

Miguel Macedo negou, ainda, a existência de cortes nos valores dos serviços remunerados pela GNR, ao contrário do que alertou a Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR).

«Se for verificar, não há nenhuma diferença nas tabelas», comparando a anterior e as atuais, afirmou Miguel Macedo aos jornalistas.

O Ministro explicou que, no novo diploma, foram criadas duas tabelas, em vez de uma, que eram «uma reivindicação antiga».

Nesse novo diploma, continuou, «há um tratamento que não estava feito no diploma anterior», em que, às competições profissionais, continua a ser aplicada a mesma tabela, a das mais onerosas, e há uma segunda «para os desportos que se realizam em via pública, como por exemplo as provas de ciclismo que não são profissionais e têm duração de um dia ou menos de um dia».

Miguel Macedo falava à margem da inauguração do Posto da GNR da Lourinhã.

Na sexta-feira, a APG/GNR repudiou cortes nos valores dos serviços remunerados, considerando tratar-se «de mais um corte no rendimento mensal» dos militares da GNR.