Apenas um dos seis helicópteros pesados da frota do Estados, conhecidos como Kamov, está a funcionar. A fase mais crítica dos fogos começa amanhã, 1 de julho, e o combate às chamas pode estar limitado.

Anabela Rodrigues, ministra da Administração Interna, terá sido alertada para esta situação há quase 5 meses. Segundo escreve o jornal Público, a governante recebeu uma carta no início de fevereiro, que alertava para a possibilidade de os aparelhos não estarem a operar na época em que, habitualmente, há mais incêndios florestais.

A missiva foi enviada por Pedro Silveira, presidente da "Heliportugal", a empresa que vendeu ao estado os helicópteros pesados Kamov e que era responsável pela sua manutenção.

Pedro Silveira manifestava na carta “enorme apreensão” pelo que se estava a passar com os helicópteros. “É nosso sentimento que o país vai ficar sem estes meios aéreos disponíveis (...) exactamente no pior momento”, acrescentava.  


Questionada pelo Público sobre o assunto, a Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC) informou que conta ter a funcionar dois dos Kamov durante próximo mês.

Além dos seis meios aéreos pesados que compõem a frota do estado, também só estão a operar 2 dos 4 helicópteros ligeiros. A frota ao todo é composta por dez aparelhos aéreos mas, destes, apenas três estão operacionais.