O secretário de Estado Adjunto do ministro da Administração Interna, Fernando Alexandre, disse esta segunda-feira, em Paredes, que a entrada de novos militares para GNR, nos próximos anos, «vai estabilizar» o efetivo daquela força policial.

«Com a programação que nós temos, garantir-se-á a estabilização do número de efetivos à volta dos 22.000, nos próximos cinco anos», afirmou aos jornalistas.

Falando à margem das comemorações do dia da Unidade de Comando Territorial do Porto, que se realizaram em Paredes, o secretário de Estado recordou que, com o atual Governo, todos os anos têm havido entradas de novos meios humanos nas forças de segurança.

A propósito, recordou que em 2015 entrarão em funções mais 400 efetivos na GNR e também haverá reforço de agentes na PSP.

Fernando Alexandre destacou que a entrada de novos militares vai inverter a diminuição de efetivos que se verificava desde 2008.

Apesar disso, acrescentou, a criminalidade tem diminuído de forma sustentada desde aquele ano, atingindo-se em 2013 o número mais baixo de participações.

«Há uma dinâmica de envelhecimento da populações que explica também isso, mas as forças de segurança têm tido a capacidade de se adaptar às novas realidades», comentou, concluindo: «Estamos no bom caminho e a conseguir fazer melhor com menos, o que é bom».

Também em declarações aos jornalistas, o comandante geral da GNR, Manuel Mateus Couto, reconheceu que aquela força policial perdeu recursos humanos nos últimos anos, o que atribuiu a «saídas por passagens à reserva».

Contudo, revelou, «nos próximos anos, a tendência vai ser invertida», começando-se já em 2014, com a entrada de 400 novos militares, aos quais vão ser acrescentados 400 em 2015. Para 2016, também está previsto um reforço.

«Iremos recuperar face às saídas previstas para aqueles anos», observou.

Manuel Mateus Couto sublinhou que se assiste atualmente a «uma recuperação e a tutela é sensível a isso», o que «permitiu que houvesse incorporações para inverter a tendência».