A Associação Nacional de Guardas (ANAG/GNR) voltou hoje a denunciar a existência de 52 militares que completaram a primeira parte do curso de sargento em junho último e continuam por colocar na categoria de furriel.

Em comunicado, a ANAG/GNR refere tratar-se de “uma promoção que já deveria ter acontecido”, acrescentando que o “despacho está pendente no Ministério da Administração Interna (MAI) há cerca de três meses sem qualquer justificação”.

“A ANAG entende não ser admissível que o MAI ainda não tenha despachado o documento que apenas confere a estes militares as graduações de direito”, lê-se no documento.

A Lusa tentou obter uma reação do MAI, não tendo obtido qualquer resposta até ao momento.

A ANAG/GNR sublinha que os 52 militares se encontram numa situação “indefinida” que provoca “vários problemas e desconforto” nos postos onde os militares estão colocados.

Acrescenta a associação que no caso dos guardas que fizeram o curso “há prejuízos salariais na ordem dos 250 euros por mês”. No caso dos cabos, ainda que “não haja implicações financeiras”, a situação “gera confusão em termos hierárquicos, uma vez que já deviam ter sido promovidos”, acrescenta o documento da ANAG/GNR.

Nesse sentido, a ANAG/GNR solicita à ministra Anabela Rodrigues que “desbloqueie urgentemente a devida promoção” dos 52 militares que já cumpriram a primeira parte do curso de sargento, de modo a oficializar a progressão na carreira e evitando assim “complicações a nível hierárquico” nos locais de serviço.