A ministra não respondeu aos jornalistas sobre um possível protesto dos polícias em período pré-eleitoral, afirmando apenas que “Portugal conta sempre com a PSP e em particular nas situações em que tal for necessário com a prontidão desta força especial de polícia”.

A ministra da Administração Interna, Anabela Rodrigues, disse que as propostas dos sindicatos da PSP sobre o estatuto profissional estão a ser analisadas e vão ser discutidas no âmbito das negociações.

“Estamos a analisar essas propostas (dos sindicatos) que serão discutidas no âmbito do processo negocial que está em curso”, disse aos jornalistas Anabela Rodrigues, no final da cerimónia comemorativa do 7.º aniversário da Unidade Especial de Polícia (UEP) da PSP.


Os sindicatos da PSP entregaram, na semana passada, à ministra uma proposta conjunta com os contributos dos polícias para a revisão do estatuto pessoal da PSP, depois de terem contestado a proposta inicial do Ministério da Administração Interna (MAI) e ameaçado com ações de protestos.

Questionado sobre a possibilidade do estatuto da PSP não ser aprovado por este Governo, Anabela Rodrigues referiu que estão "negociação e por isso, essa fase de negociação prosseguirá com toda a normalidade”.

Durante a cerimónia, o comandante da UEP, superintendente Constantino Ramos, destacou o esforço da direção nacional da PSP e do MAI na renovação dos equipamentos e viaturas, que tem permitido “fazer face às necessidades do ponto de vista logística e cumprir de forma eficaz e eficiente as missões”.

“Neste momento temos os meios necessários, adequados e apropriados para fazer face às ameaças”, garantiu aos jornalistas o comandante da UEP.

Constantino Ramos disse ainda que a UEP vai realizar novos cursos de admissão para as suas subunidades, estando neste momento a decorrer um curso de segurança pessoal e os próximos vão ser no âmbito cinotécnico e Corpo de Intervenção.

Com sete anos de existência, a UEP é uma unidade vocacionada para operações de manutenção e restabelecimento da ordem pública, resolução e gestão de incidentes críticos, intervenção tática em situações de violência concertada e de elevada perigosidade e risco, segurança de instalações sensíveis e de grandes eventos, segurança pessoal dos membros dos órgãos de soberania e de altas entidades, inativação de explosivos e segurança em subsolo e projeção de forças para missões internacionais.

Fazem parte da UEP o Corpo de Intervenção, Grupo de Operações Especiais, Corpo de Segurança Pessoal, Centro de Inativação de Explosivos e Segurança em Subsolo e o Grupo Operacional Cinotécnico.