O autor confesso da morte da criança lusodescendente desaparecida em agosto passado no leste de França foi hospitalizado perto de Lyon na sexta-feira à noite, disse já este sábado uma fonte próxima do processo.

Não houve uma tentativa de suicídio”, disse a fonte, citada pela France Press.

Após ter confessado a morte de Maëlys de Araújo, de 9 anos, o autor, Nordahl Lelandais, passou a estar sob vigilância a cada 45 minutos na prisão onde estava detido, precisamente para evitar uma eventual situação daquela natureza, adiantou a mesma fonte, confirmando uma informação do jornal regional Le Dauphiné Liberé.

O ex-militar, de 34 anos, foi hospitalizado por precaução, a pedido do seu advogado, Alain Jakubowicz.

Maëlys desapareceu a 27 de agosto do ano passado em Pont-de-Beauvoisin, no leste de França.

Na quarta-feira, o antigo militar Nordahl Lelandais confessou o crime.

Até agora, os pais estavam na pior das situações, na ignorância do que tinha acontecido à criança. Esta noite, eles sabem que a filha morreu, que foi morta e há alguns minutos descobrimos os restos [mortais] da criança”, indicou o procurador numa conferência de imprensa realizada nesse dia.

Na mesma ocasião, Jean-Yves Coquillard esclareceu que o suspeito decidiu falar com os juízes de instrução após a descoberta de uma mancha de sangue na mala do seu carro.

Nordahl Lelandais disse que matou Maëlys involuntariamente e desfez-se do corpo” e “pediu desculpas aos pais de Maëlys, a Maëlys e aos juízes de instrução”, declarou o representante, ainda no mesmo dia.

No dia seguinte, os investigadores anunciaram ter encontrado “quase todos” os restos mortais da menor.

Por determinar estão ainda as circunstâncias da morte.

Nordahl Lelandais, cujo perfil psicológico continua a confundir os investigadores, é desde 20 de dezembro o principal suspeito de um outro homicídio, o do cabo Arthur Noyer, ocorrido em abril passado naquela mesma região, em Chambéry.