“Vi coisas que não é bom de ver”, contou à TVI24 o português André Pinto, 27 anos, um dos feridos no atentado ao metro de Maelbeek que causou a morte a 20 pessoas.

André Pinto ia para o trabalho - é motorista de autocarro - e seguia na terceira carruagem. A explosão causada pelo bombista-suicida Khalid El Bakraoui aconteceu na segunda carruagem do metro.

Apesar dos ferimentos numa perna e num pé, o português, que estava junto à porta da carruagem, conseguiu fugir, encontrando-se agora internado no Hospital de Molière, na capital belga.

“Vi a explosão. Estava a 15 metros da explosão. No momento, pânico, terror, muito pó, muito calor, horrível… Todos assustados, uns cheios de sangue, outros todos queimados… Coisas que não é bom de ver”.

O português, que trabalha no setor dos transportes públicos de Bruxelas, percebeu logo “que a explosão não era um defeito do metro”. E precisa: “Percebi logo que foi um ataque”. 

E agora, como fica o trauma de um atentado terrorista como este. “Sinceramente tenho um pouco de medo de ter que apanhar outra vez o transporte público, o metro”. 

Logo na terça-feira, poucas horas depois dos atentados, foi conhecida a identidade de uma portuguesa que tinha ficado com ferimentos ligeiros. O Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, confirmou à TVI24 a existência de uma portuguesa, natural de Coimbra, entre os feridos do ataque no metro em Bruxelas, mas que se encontra "fora de perigo". 

Já na altura, José Luís Carneiro tinha admitido a existência de mais portugueses nas imediações, mas sem registo na altura de mais feridos.

Esta quarta-feira, José Luís Carneiro confirmou à TVI24 a existência de pelo menos 18 cidadãos com passaporte português feridos no duplo atentado terrorista. As primeiras notícias falavam em 21 portugueses feridos, mas o governante esclareceu à TVI que há três nomes repetidos.