O advogado dos pais da criança inglesa, desaparecida no Algarve em 2007, revelou que o casal foi informado de que os novos indícios, na base da reabertura do inquérito, «em nada apontam para a responsabilização» dos progenitores de Madeleine McCann.

Rogério Alves falava à agência Lusa sobre a reabertura da investigação pelo Ministério Público português e foi questionado sobre a possibilidade de Gerry e Kate MaCann poderem vir a ser novamente constituídos arguidos.

«A família foi informada de que os novos indícios em nada apontam para a responsabilização dos pais», garantiu o advogado.

A PGR anunciou a 21 de Julho de 2008 que o MP arquivou o inquérito relativo ao desaparecimento de Madeleine McCann e levantou a condição de arguido aos pais da menor inglesa e a Robert Murat (cidadão britânico que residia no Algarve), ressalvando que podia reabrir o processo, caso surgissem «novos elementos de prova», o que agora ocorreu.

O Ministério Público português decidiu hoje reabrir o inquérito, decisão saudada pela polícia britânica, que está a realizar uma investigação em paralelo.

Pais de Maddie «muito satisfeitos» com reabertura do inquérito

Em declarações à Lusa, Rogério Alves disse que a família da criança desaparecida «vai aguardar com expectativa e serenidade ao que as novas pista podem conduzir».

O advogado sublinhou que a reabertura do processo «não é o julgamento da investigação» anteriormente realizada, muito embora esta não tenha «chegado ao resultado esperado», que era descobrir a verdade e o que aconteceu a Madeleine McCann.

Entretanto, uma fonte ligada à investigação explicou à Lusa que o inquérito agora reaberto será conduzido pelo mesmo procurador do MP de Portimão, que já fora titular do processo anteriormente arquivado.

O MP explicou que a reabertura do inquérito surge na sequência de uma proposta da Polícia Judiciária, atendendo à «apresentação de novos elementos indiciários que justificam o prosseguimento da investigação».