A mãe da criança de 18 meses que está desaparecida desde domingo no Estreito da Calheta, na Madeira, lançou um apelo desesperado. Junto à casa onde vive com a família, a jovem Lídia Freitas de 24 anos, pede que lhe devolvam o filho.

«Peço a quem tenha o meu filho que o venha entregar à polícia, ao centro de saúde ou que o deixe em algum lugar ou com alguém que a gente vai buscá-lo», pediu, em declarações à TVI.

A mãe do pequeno Daniel sustenta a tese de rapto e suspeita de que «alguém tenha passado de carro e o tenha levado», mas assegura não procurar a punição de quem quer que seja. «Não quero o mal de ninguém, nem quero chatear ninguém. Só quero o meu bebé de volta», acrescentou.

A jovem, que tem mais uma menina de apenas três anos, reforça a confiança nos familiares e diz duvidar «que alguém tenha feito mal ao bebé».

Pai critica atuação da PJ

O pai do menino criticou, esta terça-feira, a atuação da Policia Judiciária (PJ) e pediu também o regresso do filho. «A polícia não está a fazer um bonito trabalho», afirmou Carlos Abreu Sousa, pai do Daniel, acusando a PJ de não mostrar a «devida capacidade de procurar, de investigar».

«Estão parados à espera que alguém faça alguma coisa, mas eles é que têm que fazer, a gente desconta tanto que é para alguma coisa», lamentou em declarações aos jornalistas junto à casa onde vive.

«Eles estão a tratar uma criança de ano e meio como se fosse um adulto que caminhasse e soubesse vir pelos próprios pés», insistiu, lembrando que «é uma criança de ano e meio, se caminhou foi pela mão de alguém».

De acordo com o pai da criança desaparecida, «eles [autoridades] não estão a procurar, o que está a intrigar é que eles estão num silêncio e a gente está num beco sem saída».

Carlos Sousa sublinhou ainda que não pretende com as críticas «incriminar ninguém, nem pôr culpas em ninguém», mas apenas ter o filho de volta.

O casal Carlos Abreu Sousa (26 anos) e Lídia Freitas (24 anos) têm dois filhos a Mariana (de três anos) e o Daniel (de 18 meses), que se encontra desaparecido desde domingo quando se encontrava na casa de um tio, na companhia também de outros familiares, no sítio dos Reis Acima, na zona alta do Estreito das Calheta, na Calheta, o maior concelho em extensão da Região Autónoma da Madeira.

O casal não tem ocupação laboral, embora Carlos Sousa se dedique à lavoura nos terrenos quase contíguos à habitação. O casal vive na casa dos pais de Carlos, no sítio das Laranjeiras, no cimo do concelho.