Foi uma noite de pânico.

O Hospital dos Marmeleiros, no Monte, concelho do Funchal, onde há mais de 24 horas lavra um incêndio, foi evacuado devido à concentração de fumo, disse à agência Lusa o secretário dos Assuntos Sociais da Madeira.

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«Os doentes (cerca de 200) foram retirados do Hospital dos Marmeleiros não que haja um risco de fogo, mas, sobretudo, pela grande concentração de fumos e para a sua segurança», afirmou Francisco Jardim Ramos, que se encontrava no Regimento de Guarnição n.º 3, quartel do Exército no Funchal, onde estavam a ser instalados os utentes.

Segundo Francisco Jardim Ramos, neste local estão os doentes que «não precisam de cuidados de saúde muito intensos».

«Aqueles que precisam de maiores necessidades estão a ser direcionados para a Cruz de Carvalho (hospital dr. Nélio Mendonça)», declarou, esperançado de que, logo que a concentração de fumo se dissipe, os utentes possam regressar.

O governante adiantou que no quartel do Exército estão médicos, enfermeiros e assistentes sociais, além do presidente do Serviço Regional de Saúde, Miguel Ferreira, e da responsável máxima da Segurança Social na Madeira, Bernardete Vieira.

Francisco Jardim Ramos informou ainda que os outros desalojados estão a ser encaminhados também para o lar da Bela Vista.

Sobre as habitações que já arderam, cujo número ainda se desconhece, o secretário regional dos Assuntos Sociais garantiu que será feito «o levantamento de todas as situações para responder com toda a celeridade aos casos de emergência que se impuserem».

O incêndio começou às 02:30 de sexta-feira, na freguesia do Monte, e destruiu alguns anexos e palheiros, além de mato e área florestal, tendo-se agravado ao início da tarde desse dia, passando para as zonas altas da freguesia de São Roque e também para Santo António, onde surgiram novos focos.

A situação levou a Câmara a ativar o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil às 18:00 de sexta-feira.

Hoje, o vereador da Proteção Civil da Câmara Municipal do Funchal, Amílcar Gonçalves, disse à Lusa haver «relatos de moradias ardidas», sem precisar, salientando não haver conhecimento de vítimas.