Notícia atualizada às 11:26

Alguns anexos de habitações arderam, esta sexta-feira, na sequência do incêndio que deflagrou na freguesia do Monte, concelho do Funchal, que obrigou à retirada de várias pessoas das suas casas por razões de segurança, informou a câmara.

«O balanço que nós temos até ao momento em termos de área ardida é de cerca de cinco hectares. Foram evacuadas algumas moradias, por uma questão de segurança, mas para já não houve nenhuma moradia incendiada, apenas alguns anexos, palheiros», disse aos jornalistas o vereador com o pelouro da Proteção Civil da Câmara Municipal do Funchal, Amílcar Gonçalves, que não precisou o seu número.

Numa conferência de imprensa na sede dos Bombeiros Municipais do Funchal, pelas 10:00, Amílcar Gonçalves adiantou que o «incêndio continua ativo», sendo que os elementos no terreno estão a controlar «sobretudo a parte de ligação do Parque Ecológico» e «as zonas onde há densidade maior de moradias».

O comandante dos Bombeiros Municipais, Nelson Bettencourt, acrescentou que o incêndio, numa área que abrange mato e zonas urbanizadas, «começou a uma hora extremamente estranha, a partir das 02:30 da madrugada» e propagou-se «a uma velocidade muito rápida».

«Neste momento estamos com temperaturas elevadas, uma humidade relativa baixa, mas o vento dificultou-nos todo o trabalho», referiu Nelson Bettencourt, esclarecendo que o fogo se propagou «rapidamente em duas direções», ascendente e descendente.

O comandante salientou que a preocupação foi salvaguardar «vidas humanas e todos os bens», num local com muitas residências.

As corporações dos Municipais do Funchal, Voluntários Madeirenses e Voluntários de Câmara de Lobos estão nas frentes de incêndio, com cerca de 80 homens, tendo a Cruz Vermelha Portuguesa transportado pelo menos três pessoas intoxicadas pelo fumo e devido ao pânico para o Hospital Dr. Nélio Mendonça, no Funchal.

«A situação está muito mais calma e controlada do que durante a noite, mas temos frentes ativas. Em todas as zonas onde houve casas em risco estamos já em fase de rescaldo, estamos a garantir o máximo de segurança possível nessas zonas para que não haja reacendimentos e para que as pessoas fiquem mais calmas e descansadas», continuou o responsável.

Segundo o comandante da corporação, o que «está a preocupar neste momento é, essencialmente, a frente que está a descer para a escarpa da zona da Fundoa», pelo que se pediu que os armazéns que existem na zona fossem evacuados.

O responsável destacou ainda a ação dos populares que «deram uma grande ajuda» aos bombeiros, quer no combate, quer na retirada de pessoas de casas.

Nelson Bettencourt reconheceu que «as condições climatéricas não são favoráveis» ao combate ao incêndio, pelo que não arriscou dizer quando conta ter o fogo controlado.