Cerca de 40 trabalhadores de uma empresa de construção civil manifestaram-se esta segunda-feira, no Marco de Canaveses, em protesto pelos salários em atraso.

Segundo os funcionários, os vencimentos já não são pagos pela empresa desde outubro.

Em atraso encontra-se também o subsídio de férias.

Os trabalhadores reuniram-se junto à sede do grupo M. Coutinho, ao qual pertence a empresa.

Em declarações à Lusa, os funcionários dizem estar dispostos a permanecer no local até que lhes seja dada alguma informação pela administração.

Agostinho Carvalho trabalha na empresa há nove anos e considera a situação «muito difícil».

«Há três meses que não recebemos. Contactámos a empresa e dizem que vão pagar, mas depois não pagam nada», contou.

O trabalhador explicou que a empresa Santana e Companhia «pagou o ordenado de outubro a alguns trabalhadores, que andaram a fazer uma obra particular, mas os outros foram discriminados».

Os manifestantes dizem não compreender a falta de pagamento, já que, explicaram, a empresa tinha obras, «mas entregaram-nas a outros empreiteiros».

Segundo os trabalhadores, a empresa estará à espera que seja aprovado um plano de recuperação, informação insuficiente para quem não recebe desde outubro.

«Não temos grandes respostas da administração. Dizem que não há dinheiro e que vão ser os advogados a resolver, mas acho que isso não é reposta para um trabalhador que está há tantos anos na empresa», disse à Lusa Joaquim Monteiro, engenheiro na empresa há 11 anos.

Para este quadro superior, os 42 funcionários da empresa receiam ter «um Natal mais triste e sem os ordenados».

A administração do Grupo M. Coutinho disse desconhecer a razão pela qual 42 trabalhadores se manifestaram esta tarde junto às suas instalações, no Marco de Canaveses, alegando que os funcionários têm vínculo a outra empresa.

Fonte do grupo esclareceu os jornalistas que os trabalhadores da empresa Santana e Companhia nada têm a ver com a firma M. Coutinho e que, por isso, não queria comentar as queixas dos manifestantes, nomeadamente a existência de ordenados em atraso.

Acrescentou, porém, que a empresa de construção civil à qual pertencem os trabalhadores informou-os da situação em que se encontram.