Por: Luísa Melo | 18- 2- 2009 11: 50
Com obras de reabilitação prometidas desde o final da década de 90, o Mercado do Bolhão vive agora uma nova fase depois
da assinatura de um protocolo entre a Câmara do Porto, o Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR)
e o Ministério da Cultura. Está a ser feito um novo projecto e as obras vão mesmo arrancar ainda este ano. Os comerciantes,
no entanto, continuam com muitas dúvidas. O IOL e o PortugalDiário foi ouvi-los, recolheu algumas perguntas
e dúvidas e convidou o vereador do Urbanismo, Lino Ferreira, para responder.
Ouça aqui a pergunta do presidente da Associação de Comerciantes do Mercado do Bolhão, Alcino de Sousa.
O responsável pelas obras no mercado do Bolhão explica em que fase está o processo e quando vai arrancar a recuperação.
A
autarquia quer que as obras «decorram o mais rápido possível», ainda que pretenda fazer a empreitada de forma faseada, para
que os comerciantes não sejam obrigados a sair, explicou Lino Ferreira.
O projecto do arquitecto Massena, aprovado
em 1998 pela câmara portuense, ainda está muito presente. Madalena, que tem uma padaria no Bolhão há mais de 40 anos, pergunta
por que razão não utilizam esse projecto e começam já com as obras. Ouça e veja aqui o que pensa a autarquia e saiba também por que razão «esse projecto não responde ao que se quer
fazer e as enormes alterações a que teria de ser sujeito» esse projecto.
Maria de Fátima vende legumes no piso 1
do mercado e está preocupada com o seu futuro. O vereador Lino Ferreira afasta cenários negativos e garante que «ninguém está a pensar tirar de lá as pessoas».
As
flores são a vida de Odete, mas as condições em que as está a vender no mercado do Bolhão não poderiam ser piores. A câmara
concorda
e assina por baixo. «Está completamente moribundo», diz Lino Ferreira.
É conhecida há 30 anos por Rosa Padeira
e assim pretende continuar num negócio familiar onde estão também incluídos os irmãos que fabricam o que ela vende. Mas o
negócio está em nome da mãe. O vereador quis responder, ainda que a nível pessoal, para garantir que «não está nem estará
em causa nenhuma área comercial que tenha vida». Lino Ferreira até vê novas oportunidades de negócio para Rosa Padeira.
Apesar de ainda não ser possível
adiantar quantas bancas, lojas e restaurantes terá o mercado do Bolhão o certo é que será um mercado de sabores e aromas tradicionais.
A
autarquia aposta também numa gestão profissional, que tanto pode ficar a cargo de um parceiro privado como ser a câmara a
ficar com essa função. «Tem é de ser uma equipa muito profissional», sublinha Lino Ferreira.
A mobilização de fundos
comunitários para financiar a obra é uma garantia, mas «para terem a certeza de que as obras vão mesmo avançar, a autarquia
está também disponível para alienar acções do Mercado Abastecedor do Porto». O vereador explica que se deve «investir no que
traz mais benefícios à população do Porto e ao turismo». Tudo para o Bolhão ser um «mercado vivo, a funcionar dentro dos critérios
e condições dos melhores».
Programação - Semana de 11 de Fevereiro a 17 de Fevereiro
Combate de BlogsHoje com Daniel Carrapa («A Barriga de um Arquitecto») e Pedro Patrício («Maldita Arquitectura»)
CNN BackstoryPrograma de referência na CNN, agora na TVI24.
Portugal PortuguêsO programa que dá voz aos autarcas e aos munícipes.