Portugal vai receber, no sábado, 22 dos 44 refugiados previstos, uma vez que o voo que transportava um dos grupos foi cancelado devido à greve da Lufthansa, indicou hoje o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

Um grupo de 44 refugiados que está no Egito devia chegar no sábado a Portugal no âmbito da quota anual entre Portugal e o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), mas vão ser apenas 22.

O SEF refere que ainda não há data para a chegada dos restantes 22, uma vez que o voo comercial no qual viajavam e que estava previsto para sábado de manhã foi cancelado devido à greve de pessoal de cabine da companhia aérea.

Os 22 refugiados, que chegam ao aeroporto de Lisboa no sábado cerca das 13:00, integram o número anual de reinstalação definido pelo Governo com o ACNUR e veem com o estatuto de refugiados reinstalados.

Numa nota enviada em outubro à agência Lusa, o SEF referiu que os 44 refugiados já deviam ter chegado a Portugal em setembro, mas “uma situação burocrática no Egito” impediu a saída do grupo do campo de refugiados do Cairo.

De acordo com o SEF, a maioria dos refugiados são da Síria, existindo também cidadãos da Eritreia e Sudão, encontrando-se no Cairo já há algum tempo, sob mandado do ACNUR.

Os refugiados são maioritariamente famílias com crianças pequenas e vão ficar instalados em Penela e na área de Lisboa, refere aquele serviço de segurança, sublinhando que a reinstalação está a ser preparada com a cooperação das Organizações Não Governamentais (ONG's), como Conselho Português para os Refugiados, Serviço Jesuíta aos Refugiados e a Fundação Assistência, Desenvolvimento e Formação Profissional.

Em Penela, vão ficar a morar em apartamentos autónomos cinco famílias, num total de 20 pessoas.

O SEF refere ainda que a viagem e acolhimento destes refugiados foram preparados pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e pela Organização Internacional de Migrações (OIM), no âmbito de um protocolo assinado em abril.

Estes refugiados, que agora chegam a Portugal, não fazem parte dos mais de 4.500 que Portugal vai receber nos próximos dois anos ao abrigo do Programa de Relocalização de Refugiados na União Europeia, definido em setembro.