O Centro de Saúde da Lousã (CSL), que inclui duas unidades de saúde familiar (USF), está encerrado devido a um incêndio que ocorreu na madrugada desta terça-feira, no rés-do-chão do edifício, verificou a agência Lusa no local.

Os utentes da USF Serra da Lousã e da USF Trevim Sol, coordenadas pelos médicos João Rodrigues e Marília Pereira, estão impedidos de aceder aos cuidados de saúde primários, informou o diretor executivo do Agrupamento de Centros de Saúde do Pinhal Interior Norte (ACES PIN), Avelino Pedroso, que tomou a decisão de fechar o CSL, pelo menos até quarta-feira.

O médico disse à Lusa que o fogo deflagrou no sistema de alimentação ininterrupta (UPS, sigla em inglês de ‘uninterruptible power supply’) do servidor do edifício, que funciona dentro de um armário de madeira.

Os doentes com situações agudas ou urgentes “estão a ser encaminhados” para o Serviço de Urgência Básica (SUB) de Arganil e para os centros de saúde de Miranda do Corvo e Vila Nova de Poiares, adiantou.

Segundo Avelino Pedroso, o incêndio “afetou a parte informática e a parte elétrica” do Centro de Saúde, um imóvel construído de raiz que começou a funcionar há dois anos.

O incêndio esteve circunscrito à zona onde funcionam as UPS, num corredor da USF Trevim Sol, mas o fumo espalhou-se pelo edifício e enegreceu as paredes, sobretudo no rés-do-chão.

“A parte elétrica foi reposta, enquanto a informática já está parcialmente a funcionar”, referiu.

O diretor executivo do ACES PIN espera que a situação esteja normalizada “no máximo na quinta-feira”, indicando que estão a ser feitos esforços para que os problemas de saúde agudos e urgentes possam ser resolvidos localmente ainda na tarde de quarta-feira.

Por seu turno, João Rodrigues, coordenador da USF Serra da Lousã, disse que os responsáveis dos serviços do CSL realizam uma reunião, na quarta-feira, às 08:00, para avaliarem se “haverá condições para dar resposta” àquelas situações.

Este responsável referiu que a central de alerta de incêndio funcionou. Lamentou, no entanto, que “não esteja ligada” aos Bombeiros Municipais da Lousã e que as UPS, “à margem do projeto”, tenham sido instaladas naquele local.

“Sempre alertei que o seu sobreaquecimento”, por falta de ventilação, “poderia originar algum incêndio”, acrescentou.

João Rodrigues revelou, por outro lado, que o prazo de validade dos extintores do Centro de Saúde “acabou em novembro”, o que o levou a alertar o ACES PIN.

Esta situação “já está a ser tratada”, informou Avelino Pedroso.

Entretanto, uma fonte da Administração Regional de Saúde do Centro comunicou à Lusa que, entre hoje e quarta-feira, serão prestados mais esclarecimentos aos utentes e ao público em geral.