No início de Abril, uma menina de dois anos morreu após ser espancada pelo padrasto, em Loures. Esta quinta-feira, numa entrevista ao jornal Público, sobre a divulgação do Relatório da Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco divulgado de 2014, o Presidente das CPCJ, Armando Leandro, assume a falha.

“O inquérito aberto irá prosseguir e tirar as suas conclusões. Mas é evidente que foi uma falha. Uma falha que é preciso superar, através do acompanhamento, da avaliação, da formação dos técnicos e da supervisão por parte da Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco”, reconhece.


Acrescentando em seguida que é preciso:

“Melhorar o sistema mas o sistema tem o funcionamento adequado no pensamento e na acção. Não podemos comprometer o sistema por causa das falhas. Mas também não podemos conformar-nos com elas”.


A menina, foi agredida até à morte pelo padrasto, um homem na casa dos 30 anos. Terá sido ele próprio a pedir a uma vizinha para chamar os bombeiros alegando que a menina tinha caído da banheira. Acabou detido pela PSP.