A Segurança Social de Faro e a GNR encerraram na quarta-feira uma habitação por acolher mais de uma dezena de pessoas e operar alegadamente como lar de idosos de forma ilegal, em Loulé, anunciou esta quinta-feira a força de segurança.

Num comunicado do Comando Territorial de Faro citado pela Lusa, a GNR adiantou que a operação conjunta com a Segurança Social foi realizada numa habitação localizada na Cruz da Assumada, “por suspeitas de que a mesma estaria a funcionar ilegalmente como lar”, e informou que encontrou, na mesma habitação onde estavam os idosos, cerca de duas dezenas de cães.

Na origem desta ação esteve uma investigação realizada pelo Núcleo de Investigação e Apoio a Vítimas Específicas (NIAVE) de Faro e a cargo da 1ª Secção do Ministério Público do Departamento de Investigação e Ação Penal de Loulé, que partiu de “uma denúncia de maus-tratos a um idoso”.

“Foram recolhidos indícios de que no mesmo espaço poderiam habitar outros idosos, sem que o local reunisse as devidas autorizações e licenciamento para operar como lar. A situação foi de imediato sinalizada à Segurança Social de Faro, tendo sido constatado que se encontravam 13 idosos, 11 homens e duas mulheres, com idades entre os 69 e os 87 anos, alojados em condições precárias, partilhando ainda as instalações com 24 canídeos”, precisou o Comando de Faro da GNR.

Os técnicos da Segurança Social que foram ao local decidiram-se pelo “encerramento imediato do lar”, o que obrigou a realojar os idosos. Nove foram institucionalizados noutros espaços e os restantes acolhidos pela respetiva família, acrescentou a GNR.

A mesma fonte referiu ainda que participaram na ação de fiscalização militares do Núcleo de Investigação e Apoio a Vítimas Específicas de Faro, elementos do Núcleo de Programas Especiais de Loulé e da Equipa de Proteção Ambiental de Loulé, sem adiantar mais informações.

A Lusa tentou obter mais esclarecimentos sobre o assunto e saber que tipo de punição pode ser aplicada aos responsáveis pela residência, mas fonte da GNR disse apenas que o assunto está agora a cargo do Ministério Público.

(Foto de arquivo)