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Lobos matam gado no Minho

Quase 60 ataques em Paredes de Coura e Arcos de Valdevez em 2012

Por: Redacção / CM    |   2013-03-07 01:10

Durante o ano de 2012 foram contabilizados oficialmente 58 animais atacados por lobos nos concelhos de Paredes de Coura e Arcos de Valdevez, disse esta quarta-feira à Lusa o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

Os prejuízos atribuídos pelos produtores de gado ao lobo na área daqueles dois concelhos foram confirmados pelo ICNF relativamente a 12 equinos, 17 bovinos, dois caprinos e 27 ovinos, num total de 58 animais, precisou a mesma fonte.

Há registo de mais cerca de 20 animais cuja causa da morte não foi atribuída ao lobo, apesar das suspeitas iniciais.

«Encontram-se liquidados todos os pedidos de indemnização referentes a perda de animais por ataque de lobo, até novembro de 2012, dos quais se dispõem de dados dos proprietários», explicou ainda o ICNF.

O instituto referiu que a análise dos registos de prejuízos desde o ano de 2010 «aponta para um ligeiro aumento global do número de situações reportadas», que se reflete «no montante e no número de cabeças de gado».

Entre 2009 e 2011 o montante anual de indemnizações por ataques de lobo ascendeu a 700 mil.

Moradores de várias freguesias de Arcos de Valdevez e Paredes de Coura estão a promover um abaixo-assinado reclamando o pagamento dos prejuízos causados pelo lobo, queixando-se de mais de uma centena de ataques desde novembro.

No documento, reclamam ainda que seja acionada a «prevenção de danos» ao abrigo dos projetos do Grupo Lobo, da Faculdade de Ciências da Universidade Nova de Lisboa, para a zona do Parque Nacional da Peneda-Gerês.

Preveem nomeadamente a utilização de cães de guarda e apoios para a instalação de cercas elétricas, numa altura em que as populações se queixam de uma maior aproximação do lobo em algumas freguesias daquele território.

Já o ICNF recordou que o lobo-ibérico se encontra em «perigo de extinção» e que existem medidas preventivas «que, se adotadas, reduzem a probabilidade de ataque ao gado», como o acompanhamento dos animais no monte por pastores e a presença de cães.

«Também o aconselhamento feito aos proprietários, pelo ICNF e pelas equipas técnicas no terreno, para proteger melhor os rebanhos, nomeadamente através do recurso a cercas elétricas no caso dos ovinos, que pastam habitualmente em lameiros próximos das aldeias, tem como objetivo evitar este tipo de situações, minimizando as potenciais perdas de gado», esclareceu ainda o instituto.

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Faia é já considerada a principal atração do Centro de Recuperação do Lobo Ibérico (CRLI), que necessita de donativos para preservar a espécie (José Sena Goulão/Lusa)

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