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CM Lisboa refuta acusação de substituir trabalhadores em greve

Vereador do Ambiente diz que afirmações do sindicato «não têm qualquer fundamento»

Por: Redacção / CM    |   2012-06-16 18:14

O vereador do Ambiente Urbano da Câmara de Lisboa afirmou, neste sábado, que as acusações do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local de que a autarquia está a substituir trabalhadores de recolha do lixo em greve «não têm qualquer fundamento».

José Sá Fernandes esclareceu que a autarquia está «a utilizar todas as pessoas [do serviço de limpeza e higiene urbana] que não estão a fazer greve para tentar minimizar os efeitos da acumulação de lixo».

«São pessoas do serviço que estão a trabalhar para esse serviço e nós estamos a tentar distribuí-las pelos sítios em pior situação», sustentou o autarca.

Sá Fernandes ressalvou que «as pessoas têm todo o direito de fazer greve», mas, defendeu, a autarquia tem de minimizar os efeitos da paralisação.

Relativamente às críticas do sindicato de que estes trabalhadores recrutados não têm formação para conduzir as viaturas de recolha do lixo, colocando em risco a integridade física e a vida dos cantoneiros de limpeza e dos cidadãos, o vereador afirmou que «também não têm qualquer fundamento».

Sobre os impactos da greve parcial, que decorre desde segunda-feira e termina no domingo, Sá Fernandes disse que «tem tido efeitos, é evidente», mas que a autarquia está a «controlar a situação».

«Há sempre acumulação de lixo quando há greve, mas nós estamos a tentar minimizar os efeitos», sublinhou.

Quanto à reivindicação dos trabalhadores do pagamento de horas extraordinárias em atraso (cumpridas há um ano, nas festas populares), bem como o pagamento das ajudas de custo e da totalidade do subsídio noturno, Sá Fernandes assegurou que «o problema está a ser resolvido».

«Estamos na mesa de negociações, normalmente nem costuma haver greves quando estamos a negociar, e acho que o problema vai ser resolvido», adiantou.

A paralisação foi convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local e pelo Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa.

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