A Feira do Livro de Lisboa, que se realizou nas duas primeiras semanas de junho, bateu o recorde de visitantes, que ultrapassaram meio milhão, anunciou hoje a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), que a organiza.

A 87.ª edição da Feira do Livro de Lisboa realizou-se de 1 a 18 de junho último, no Parque Eduardo VII, e "recebeu o maior número de visitantes: 537.255", lê-se no comunicado da APEL divulgado esta sexta-feira.

Com natural destaque para os fins de semana e feriados, os dias úteis não ficaram aquém das expectativas, com a Feira do Livro de Lisboa a receber uma média de 30.000 visitantes por dia", assinala a associação.

No mesmo texto, a APEL, citando a pesquisa que encomendou à empresa de análise e estudo de mercados, tendências e comportamento dos consumidores Ipsos Apeme, afirma que o perfil de visitantes se manteve, e o "nível de satisfação com a Feira, as suas infraestruturas, oferta e programação mantém os valores elevados das edições passadas".

"Os milhares de pessoas que se deslocaram ao Parque Eduardo VII fizeram-no não apenas com o intuito de comprar livros, mas também para se encontrarem com os seus autores prediletos, assistir a lançamentos e debates e pela oferta de restauração", assinala o estudo citado pela APEL.

Segundo a associação, os visitantes destacaram, nesta edição, os serviços para crianças, eventos e programação. "É, para nós, motivo de orgulho saber que os visitantes da Feira do Livro de Lisboa apreciam o evento e que voltam, ano após ano, com expectativas cada vez mais elevadas. Expectativas essas que não só são correspondidas como ultrapassadas a cada edição", afirma o secretário-geral da APEL, Bruno Pires Pacheco, no mesmo comunicado, referido que "a fasquia era alta e já desde o ano passado", reconhecendo que pretendiam "atingir a barreira do meio milhão de visitantes".

"É com natural entusiasmo que sabemos agora que quase 540 mil pessoas vieram à Feira do Livro de Lisboa e disfrutaram de todo o magnífico ambiente que se viveu durante 18 dias, no Parque Eduardo VII", enfatizou.

Quanto ao "perfil de visitantes da Feira do Livro", "mantém-se face aos anos anteriores, sendo os visitantes predominantemente mulheres, jovens e com formação universitária".

"Um terço dos visitantes afirma ler e comprar mais de um livro por mês", segundo o mesmo estudo.

"Tal como em anos anteriores, cerca de 11% dos visitantes vão à Feira acompanhados de crianças, principalmente entre os 6 e os 12 anos", o que justifica a "programação infantil merecer, todos os anos, especial atenção".

"É notório que os visitantes da Feira do Livro de Lisboa não vêm até nós apenas à procura de livros, mas porque sabem que aqui podem encontrar os seus autores preferidos, lançamentos de novidades, debates variados com temas da atualidade e, essencialmente, porque sabem que podem trazer os filhos e passar bons momentos em família", refere Bruno Pires Pacheco.

Segundo o estudo, citado pela APEL, "mais de metade dos entrevistados consideram que o certame está cada vez melhor e 86% faz questão de recomendar uma ida àquele que já é o maior evento literário do país".

Em junho último, em declarações à Lusa, fazendo um primeiro balanço da Feira, Bruno Pacheco afirmou que quatro em cada cinco visitantes comprou um livro, significando tinham sido vendidos cerca de 400 mil livros.

No termo da 87.ª edição da Feira do Livro de Lisboa, as contas feitas pela APEL, com base nas "conversas informais" tidas com os participantes, apontam para um valor superior a quatro milhões de euros em livros vendidos, referiu.

Em média, um pavilhão vendeu cerca de 15.000 euros em livros na Feira. Multiplicando pelos 286 participantes deste ano, chegamos a um valor superior a quatro milhões de euros", indicou na ocasião o responsável à agência Lusa.

Este valor de vendas corresponde a cerca de dois por cento do mercado de venda de livros em Portugal, que se situa nos 177 milhões de euros, sem manuais escolares (com estes ultrapassa os 200 milhões), explicou Bruno Pacheco que se socorreu dos dados da consultora de estudos de mercado GFK, que auditou 80% do mercado nacional.