Começaram a chegar ao final da manhã as listas de colocação de professores. Os docentes têm que se apresentar nas escolas até à próxima terça-feira. Poderão decidir se aceitam ou não o lugar, pelo que os diretores escolares só saberão na próxima semanas quais os profissionais que terão efetivamente ao serviço.

«Nós, diretores de escola, respiramos de alívio», congratulou-se esta sexta-feira Filinto Lima, da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, em declarações à TVI. «As  contas finais devemos fazê-las até terça-feira próxima. Contudo é um sinal positivo», disse o responsável, referindo que era algo que esperavam já há algum tempo, decorrido já um mês do início das aulas.

«Só no dia 15 (quarta-feira) é que sabemos os professores que efetivamente ficam na escola», apontou, também, desta feita à Lusa, Manuel Pereira, da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE).

O Ministério da Educação e da Ciência diz que «dos candidatos erradamente colocados na primeira BCE [Bolsa Contratação de Escola] e que não obtiveram colocação após a correção da mesma, na semana passada, permanecem cerca de uma centena». Num comunicado enviado às redações, lê-se ainda que «alguns poderão obter colocação nos procedimentos seguintes em lugares ainda não ocupados decorrentes da aceitação de colocação por outros docentes ou nas necessidades que as escolas venham entretanto a declarar». 

Cinco semanas depois do arranque oficial do ano letivo, as listas da bolsa de contratação de escola estão assim a chegar a conta gotas aos agrupamentos. Esta é a lista cuja falta tem gerado protestos generalizados nas ultimas semanas.

Há, assim, professores que começaram a dar aulas no início do ano e que agora vão ter que sair para dar lugar aos colegas. Como os professores podem concorrer a mais do que um estabelecimento de ensino, é necessário esperar pela decisão se aceitam, ou não, a escola onde foram colocados.

Esta lista de colocações é, de qualquer, modo «um balão de oxigénio» para as escolas, segundo Filinto Lima.  O diretor acredita que hoje ficarão centenas de professores colocados, através daquelas duas listas.

«Pode acontecer que estejam em mais do que uma escola, mas se a BCE funcionar a cem por cento, penso que a colocação será bastante célere. Estamos a testar o modelo, isto é novo em Portugal», afirmou depois à Lusa.

O dirigente lembrou que há alunos sem aulas há um mês, incluindo disciplinas como matemática e outras a que terão de fazer exame. «Espero que o ministério agora se foque nos alunos». Filinto Lima defende que devem ser prestados apoios ao longo ano para compensar aulas em falta e não apenas no final do ano.

Deixou ainda uma sugestão: nas escolas em que haja professores sem horário completo lhes sejam atribuídas mais horas para apoiar os alunos.

Importante seria, também, repensar o sistema de colocação de docentes, para que possam saber mais cedo onde e quando têm de se apresentar para lecionar, defendeu.