Zonas mais degradadas da Escola Superior de Dança vão ser interditadas a partir de terça-feira, enquanto é avaliada a possibilidade de instalar provisoriamente a escola no Instituto Superior de Engenharia de Lisboa (ISEL).

As medidas foram anunciadas esta segunda-feira em comunicado do presidente do Politécnico de Lisboa, Elmano Margato, depois de uma reunião entre o responsável, a diretora da Escola Superior de Dança (ESD), Vanda Nascimento, e a secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Fernanda Rolo.

A reunião, segundo o comunicado, destinou-se a “equacionar, em conjunto, soluções transitórias para o funcionamento temporário” da ESD.

Protestos no Bairro Alto

Alunos e professores manifestaram-se junto à ESD, que pertence ao Instituto Politécnico de Lisboa (IPL), contra a contínua degradação das instalações que dizem pôr em risco a segurança e higiene de todos os que ali trabalham.

A escola funciona num edifício secular do Bairro Alto desde 1995 e, desde então, tem sido alvo de “obras e pequenos remendos” que não impediram infiltrações, a queda de partes do teto ou mesmo que “chova nas salas”, contou hoje à Lusa a presidente da direção da escola, Vanda Nascimento.

Segundo a direção, a solução para os problemas da ESD “está nas mãos do Governo”, a quem cabe autorizar a venda do edifício, que permitiria a alunos e funcionários transferirem-se para um novo espaço a construir de raiz nos terrenos do Campus de Benfica.

Na reunião de hoje decidiu-se avaliar a possibilidade de instalar temporariamente a ESD em instalações do IPL, nomeadamente no ISEL. A hipótese tem o apoio do presidente do ISEL, diz-se no comunicado.

E acrescenta-se que o IPL e a secretaria de Estado “vão dar continuidade aos esforços necessários à construção de novas instalações para o funcionamento” da ESD.