A zona de Sete Rios, em Lisboa, vai sofrer “uma reestruturação total”, disse hoje à Lusa o presidente da Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica, referindo que a intervenção urbanística terá início no primeiro trimestre de 2016.

Segundo o autarca António Cardoso (PS), “está prevista uma reestruturação total da área de Sete Rios com espaços de lazer, estacionamento subterrâneo, deslocalização do terminal da rodoviária da Praça de Espanha para debaixo do eixo norte-sul e alteração dos acessos viários”.

No âmbito do programa “Uma praça em cada bairro” da Câmara de Lisboa, a intervenção prevista para a zona de Sete Rios centra-se na praça Marechal Humberto Delgado, explicou o presidente da Junta de Freguesia, considerando que “este projeto vai mudar radicalmente esta praça da freguesia, devolvendo-a aos cidadãos como grande espaço de lazer e passeio”.

De acordo com António Cardoso, a intervenção visa “melhorar o aspeto da praça”, por ser “uma das entradas principais na freguesia e cuja afluência é bastante volumosa, dado os serviços e equipamentos de que a zona já dispõe”.

Na praça Marechal Humberto Delgado vão ser criadas zonas de lazer, “modificando definitivamente o espaço público envolvente, melhorando as acessibilidades e a mobilidade, quer pedonal quer viária”, afirmou o autarca.

António Cardoso garante que a circulação automóvel, o estacionamento e a mobilidade dos cidadãos “melhorarão significativamente”, frisando que sempre foram preocupações da Junta de Freguesia.

A Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica vai organizar uma sessão de apresentação do projeto, na quinta-feira, às 19:00, no auditório do Jardim Zoológico, para ouvir os moradores e reunir opiniões e sugestões que serão tidas em conta no projeto final, explicou.

“O projeto ainda não está fechado, servem, aliás, estas sessões públicas para o alterar se os moradores o entenderem”, reforçou o autarca.

Questionado sobre datas de execução, o presidente da Junta de Freguesia disse que “está previsto que a intervenção tenha início no 1.º trimestre de 2016 e concluída no fim de 2016”.

Em relação ao investimento na obra, é da responsabilidade da Câmara de Lisboa, declarou António Cardoso, sublinhando que não pode avançar com um valor uma vez que o projeto ainda não está fechado.