Dezenas de reformados do Metropolitano de Lisboa manifestaram-se esta terça-feira, na estação da Baixa-Chiado, na capital, exigindo que o Governo retire do Orçamento de Estado para 2015 a suspensão do complemento de reforma aos trabalhadores do Metro e da Carris.

Convocados pela Comissão de Reformados e Pensionistas do Metropolitano de Lisboa, os manifestantes seguiram em direção à Secretaria de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações para entregarem um ofício a pedir uma reunião com o secretário de Estado Sérgio Monteiro, para «resolver o problema dos complementos de reforma do Metropolitano de Lisboa e da Carris, suspensos desde a entrada em vigor do Orçamento de Estado de 2014».

Segundo Diamantino Lopes, um dos responsáveis pela Comissão de Reformados e Pensionistas do Metropolitano de Lisboa, «o principal problema é o facto de o atual Governo ter retirado o complemento de reforma».

«Este Governo empurrou-nos para a reforma antecipada, dizendo que nos pagava um complemento para minimizar as penalizações que a Segurança Social aplica pelas reformas antecipadas e a verdade é que, ao fim de dois anos, este Governo veio suspender o pagamento do complemento de reforma. Temos, neste momento, vários reformados que estão numa situação periclitante, dramática até», disse.

De acordo com o responsável, foi enviado no dia 30 de setembro um ofício à Secretaria de Estado dos Transportes, dirigido ao secretário de Estado Sérgio Monteiro, para pedir uma reunião, ao qual não tiveram resposta.

«Até ao momento, não obtivemos qualquer resposta, portanto a nossa ideia é, efetivamente, hoje ir entregar em mão um pedido de reunião ao senhor secretário de Estado, porque a carta, eventualmente, pode ter-se perdido nos correios», sublinhou.

A Comissão de Reformados e Pensionistas do Metropolitano de Lisboa pretende que o atual Governo «retire da sua proposta de Orçamento de Estado para 2015, o artigo n.º 77, que prevê, tal como o artigo n.º 75 para 2014, a suspensão durante o ano de 2015 do pagamento dos complementos de reforma», como relata à Lusa.