A greve dos trabalhadores do município de Lisboa, onde incluem os da recolha do lixo, vai manter-se na quinta-feira, à exceção dos elementos do Regimento dos Sapadores Bombeiros, informou o Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa (STML).

«Vamos manter a greve de dia 12 [de junho], à exceção do Regimento de Sapadores Bombeiros», afirmou hoje à Lusa o dirigente Vítor Reis, do STML, no final de uma manhã de discussão entre a direção daquele sindicato.

Vítor Reis adiantou, contudo, que foi cancelada a greve ao trabalho extraordinário entre 13 e 22 junho, assim como a paralisação dos trabalhadores da limpeza urbana da cidade no dia 14 de junho.

Sapadores Bombeiros de Lisboa desconvocam greve

Entretanto, os Sapadores Bombeiros de Lisboa desconvocaram a greve que estava marcada para quinta-feira, depois de, segundo fonte sindical, o presidente da Câmara se ter comprometido a satisfazer algumas reivindicações daqueles profissionais.

«Desconvocámos a greve porque o presidente da câmara assumiu o compromisso de satisfazer o quanto antes algumas das reivindicações dos bombeiros», disse António Pascoal, do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa (STML)

Os sindicalistas estiveram reunidos na terça-feira com António Costa e reuniram-se hoje de manhã para tomarem uma decisão.

Entre as reivindicações que o autarca se comprometeu a satisfazer está a abertura de concurso para promoções, a aquisição de fardamento e a entrada de 50 novos recrutas.

«Há ainda a possibilidade de [outros] novos recrutas para os próximos anos», indicou António Pascoal.

Segundo o sindicalista, ficou agendada uma nova reunião com António Costa para tentarem resolver outros problemas pendentes, admitindo voltarem a formas de luta caso não sejam resolvidos.

Os Sapadores Bombeiros de Lisboa marcaram para quinta-feira, dia dos Casamentos de Santo António e das Marchas Populares, uma greve de 24 horas para protestar contra o «constante desinvestimento» naquele regimento.

Os bombeiros contestam o «número de operacionais insuficientes», o «estado lamentável» dos equipamentos de proteção individual, a inexistência de fardamento, o número reduzido de viaturas de socorro e quartéis a precisar de obras, entre outros.