O presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, afirmou esta terça-feira que o município vai reforçar a aposta na educação, através de obras e do investimento em refeições escolares, para que os alunos da cidade possam concluir o ensino secundário.

«Temos de mobilizar todas as vontades, todas as energias, dos professores, dos pais e das comunidades educativas [para] conseguirmos prosseguir um grande objetivo de que, pelo menos, todos os meninos que entram na escola possam ter condições para acabar o ensino secundário», afirmou Fernando Medina.

O autarca socialista falava aos jornalistas à margem da visita à Escola Básica Alexandre Herculano, na freguesia da Ajuda, que reabriu hoje após obras de requalificação.

Naquele que foi o seu primeiro ato público à frente da autarquia lisboeta, após ter tomado posse na segunda-feira, Fernando Medina justificou ter escolhido a ocasião «para mostrar bem a importância» que a Câmara atribui à educação, para haver «uma sociedade decente e evoluída».

«Na educação, jogamos muito do que é o nosso futuro e a Câmara de Lisboa vai apostar forte no que puder fazer para a melhoria da educação na cidade», assegurou.


Salientando que o município tem «os recursos necessários» para investir nesta área, o autarca socialista apontou medidas como «fazer obras nos equipamentos e melhorar as condições de ensino e de educação e a alegria com que se trabalha nos sítios».

«Mas podemos fazer mais: temos um investimento sério nas refeições escolares, temos um investimento sério nas atividades de enriquecimento curricular e temos toda uma vontade e uma iniciativa para fazermos tudo aquilo que pudermos para atacar o flagelo do abandono e do insucesso», vincou.

De acordo com Fernando Medina, concluir o 12.º ano «é o patamar mínimo para que [os alunos] não fiquem para trás e para que resistam melhor aos riscos de desemprego e […] possam ter possibilidade de escolher o seu futuro».

A Escola Básica Alexandre Herculano, do Agrupamento de Escolas Francisco de Arruda, conta atualmente com 144 alunos. Esteve em obras desde o segundo trimestre de 2013 até ao final do ano passado, que incluíram a reabilitação do edifício e a criação de um pavilhão polivalente e de um refeitório.

Os trabalhos, num valor de 1,3 milhões de euros, foram financiados pela Câmara ao abrigo do programa Escola Nova, criado pela autarquia em 2008.

Este projeto, orçamentado em cerca de 100 milhões de euros, contempla 110 intervenções em vários estabelecimentos de ensino da cidade, que vão desde a construção de novas escolas à reconstrução de edifícios e à beneficiação de espaços.

Até ao momento, já existem 60 intervenções concluídas ou em curso, mas o município quer “acelerar o ritmo de execução deste programa”, de forma a chegar ao final do mandato, em 2017, com todas as obras efetuadas, adiantou Fernando Medina.

Na ocasião estiveram ainda presentes a vereadora da Educação do município, Graça Fonseca, e o presidente da Junta de Freguesia da Ajuda, José António Videira, que sublinharam a importância da intervenção feita nesta escola criada em 1878.

Durante as obras, estas crianças do primeiro ciclo tiveram aulas na Escola Básica Homero Serpa (Casalinho da Ajuda).