Um incêndio deflagrou, esta segunda-feira à tarde, num armazém chinês, perto da Gare do Oriente. De acordo com fonte da PSP, o alerta foi dado, por um bombeiro que passava perto do local, às 18:13. O fogo esteve a ser combatido pelo Regimento de Sapadores de Lisboa. 

Segundo a fonte do Regimento de Sapadores Bombeiros (RSB) de Lisboa, pelas 01:00, o “rescaldo já estava efetuado”, mas os bombeiros permaneceram no local “em vigilância”.

O incêndio urbano consumiu um “edifício comercial”, na Avenida de Berlim, em Lisboa. 

Duas pessoas foram assistidas por profissionais do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) devido à inalação de fumo, disse a Proteção Civil.

A mesma fonte da Proteção Civil, no local, explicou que estas duas pessoas estavam no interior do armazém e inalaram fumo, mas que se encontram "bem de saúde" e fora de perigo.

No local estiveram 36 operacionais, apoiados por 14 viaturas, a combater as chamas. O incêndio foi dado como circunscrito às 18:50 e, uma hora mais tarde, foi dado como dominado.

Ao que a TVI24 conseguiu apurar junto de testemunhas, o incêndio terá começado no andar de baixo da loja Maxina (onde existem diversos produtos entre os quais velas e produtos inflamáveis) e propagou-se ao primeiro andar (onde se encontra a secção de roupas). Várias explosões foram ouvidas no local. 

O comandante Pedro Patrício disse no local que o armazém “ardeu totalmente”, que no seu interior havia “produtos inflamáveis”.

Este responsável referiu ainda que foi “aconselhado” aos moradores dos edifícios nas proximidades da loja que saíssem das suas habitações e que fechassem as janelas, devido à intensa nuvem de fumo, que, pelas 20:15, ainda se verificava no local.

 

Curto-circuito é possibilidade

O incêndio que deflagrou hoje à tarde num armazém em Lisboa terá tido origem "num curto-circuito" que depressa alastrou devido ao "material inflamável e têxtil" existente no edifício, segundo disse à agência Lusa, a presidente da Junta dos Olivais.

Rute Lima, falava no local do incêndio, na Avenida de Berlim, nos Olivais, em Lisboa, após ter recolhido informações junto da "Proteção Civil".

De acordo com Rute Lima, até cerca das 20:00, os bombeiros não conseguiram entrar no armazém "devido à densidade" do fumo.

Questionada sobre a possibilidade de pessoas habitarem no armazém/loja de produtos chineses, a autarca não soube precisar, revelando apenas ter conhecimento da existência " de uma cozinha", utilizada pelos trabalhadores para "a preparação de refeições".

Segundo Rute Lima, não existem "danos pessoais" a registar, sendo que o resultado do incêndio não passará de "danos materiais".