Por: tvi24 / SM | 6- 9- 2010 19: 46
A Câmara de Lisboa defende que a proposta de instalação de câmaras de videovigilância na Baixa está mais fundamentada do
que a apresentada anteriormente pela Junta de S. Nicolau e espera que seja aprovada pela Comissão de Protecção de Dados.
«Entendeu-se
que o assunto deveria ser puxado para a própria câmara para apresentar uma proposta conjunta com o Ministério da Administração
Interna», disse à Lusa o vereador responsável pela área, Manuel Brito, explicando que a proposta abrange o eixo Baixa/Praça
do Chile, incluindo a zona do Intendente.
Manuel brito sublinhou que a proposta, que será discutida na quarta-feira
na reunião de câmara, integra uma série de estudos e pareceres, entre eles o da PSP e da Associação de Turismo de Lisboa,
e um abaixo assinado dos comerciantes da Praça da Figueira.
«Há muita expectativa dos moradores, comerciantes e dos
próprios relatórios da criminalidade das zonas abrangidas», afirmou Manuel brito, realçando que, segundo o estudo elaborado
em conjunto com a Universidade Lusófona 77 por cento dos comerciantes da Baixa já foram alvo de vandalismo ou assalto.
Este
trabalho da Lusófona indica ainda, segundo Manuel Brito, que 95 por cento dos comerciantes das zonas abrangidas são favoráveis
à videovigilância e mais de 60 por cento considera que as câmaras tornariam a Baixa num local mais seguro.
Ao todo
são 50 câmaras de videovigilância espalhadas por 10 freguesias da Baixa, Restauradores, Martim Moniz, Intendente e na Rua
Barros Queiroz (que une o Martim Moniz ao Teatro Dona Maria II), esta última sugerida pelo Conselho Municipal de Segurança.
«Quer
pelas estatísticas das autoridades policiais, quer pela própria percepção de insegurança das pessoas, torna-se necessário,
do nosso ponto de vista, um sistema deste género», afirmou o responsável.
«Há sempre uma fronteira delicada entre
segurança e a liberdade individual dos cidadãos. É delicado (¿), mas estamos convencidos de que passará, tanto mais que já
foi aprovado o sistema de videovigilância no Bairro Alto», acrescentou.
O ano passado a Comissão Nacional de Protecção
de Dados rejeitou a proposta da junta de freguesia de S. Nicolau para instalar um sistema de videovigilância na Baixa, considerando
que não tinha ficado demonstrado que contribuiria para combater o sentimento de insegurança.
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