Por: Redacção / MM | 4- 2- 2012 19: 14
O padre Lino Maia foi reeleito, este sábado, presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS)
para um terceiro e último mandato, naquele que foi o acto eleitoral mais concorrido de sempre.
A lista liderada por
Lino Maia, conquistou 597 dos 954 votos, contra 350 assegurados pela lista B, encabeçada pelo padre Arsénio Isidoro - presidente
da Casa do Gaiato de Lisboa -, tendo-se registado ainda cinco votos em branco e dois nulos.
Num momento «em que há
muita gente a viver muito mal, em que existe mais desemprego e mais fome», o maior desafio, sublinhou o vencedor das eleições,
«é criar condições de sustentabilidade para que as instituições, (...) com muita arte e engenho consigam fazer ainda mais
com menos recursos».
Ante mesmo da tomada de posse, após o acto eleitoral que decorreu em Fátima, o sacerdote acentuou
que o essencial «é prestar mais condições aos mais carenciados» através das instituições de solidariedade que são, enfatiza,
«a almofada deste país».
O facto de se ter registado a maior votação de sempre permitiu «ultrapassar uma guerrinha
que vinha existindo liderada por pouquíssimas pessoas desde há seis anos e, doravante, que nos concentremos naquilo que é
o mais importante, que é servir o país», sustentou Lino Maia.
O presidente reeleito lamentou apenas a existência
de alguma polémica à volta das eleições «que pode ter passado para fora a ideia de que existia um confronto entre padres,
(...) uma luta pelo poder, quando a única coisa que nos move é o serviço e não o poder».
A CNIS integra 2655 instituições
de solidariedade, sendo que 41 por cento estão ligadas à Igreja Católica Portuguesa. O padre Lino Maia irá cumprir o seu último
mandato - por imposição estatutária -, que tem uma duração de três anos.
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