Lino Abreu, deputado do CDS-PP na Assembleia Legislativa Regional, acusado, com outros dois indivíduos, por um crime de corrupção passiva foi condenado, esta quarta-feira, a dois anos e meio de prisão efetiva. Para além do deputado, também os outros dois arguidos foram condenados às mesmas penas

O acórdão já tinha sido adiado duas vezes, uma a 7 de abril e a outra a 28. No primeiro adiamento, a juíza Carla Menezes, presidente do coletivo, explicou que o tribunal ainda não tinha uma deliberação por se tratar de um processo complexo. Já no segundo, considerou haver alterações de factos não substanciais.

Na origem deste julgamento estava um processo de insolvência de uma sociedade com sede na Zona Franca Industrial da Madeira, no Caniçal, no concelho de Machico, a Faconser - Fábrica de Conservas da Madeira.

O Ministério Público acusou o deputado centrista madeirense, na qualidade de gestor de empresas, o administrador de insolvências e um empresário de estarem combinados para ficarem com os bens da massa falida a custos inferiores ao seu valor real.