A empresa gestora da Linha Saúde 24 anunciou, esta sexta-feira, que readmitiu sete enfermeiros que tinham sido dispensados no início do ano, escreve a Lusa.

«Na reanálise do processo de classificação e de dispensa de prestadores de serviços, a Linha de Cuidados de Saúde decidiu atribuir uma segunda oportunidade a oito enfermeiros que viram os seus contratos denunciados», refere a Linha de Cuidados de Saúde (LCS).

Segundo a empresa, seis dos enfermeiros já viram os seus contratos renovados, um dos processos está ainda em curso e um colaborador manifestou desinteresse na continuidade da prestação de serviços.

«Caos organizativo»

A empresa sublinha em comunicado, a que a agência Lusa teve acesso, que a Linha de Saúde 24 tem «garantido à população portuguesa comodidade e qualificação no acesso aos cuidados de saúde, mercê de uma equipa de enfermeiros devidamente formados e qualificados para o efeito».

A administração da Linha Saúde 24 tinha dispensado no início do ano quatro enfermeiros e anunciou que não ia renovar os contratos de três outros, que terminavam em Março.

Os funcionários acusavam a administração de estar a despedi-los por terem denunciado o «caos organizativo» da instituição, o que foi negado pela empresa.

Os problemas laborais na Saúde 24 levaram o director-geral da Saúde, Francisco George, a admitir a possibilidade de não renovar o contrato com a empresa LCS.

Reduzir utentes nas urgências

No mesmo documento, a LCS divulga as conclusões de um estudo de avaliação da qualidade do serviço e atendimento da Linha de Cuidados de Saúde, realizado entre 15 e 30 de Janeiro, que indica que 97 por cento da população utente está satisfeita com o serviço, que contribuiu para «a redução da incidência nas urgências dos hospitais».

Segundo o estudo, «a instituição tem respondido eficazmente às solicitações e necessidades por parte da população que recorre ao serviço de atendimento de 24 horas para obter apoio na área da saúde».

Desde o seu arranque em Abril de 2007, a Linha já recebeu mais de 918.000 contactos, dos quais 23 por cento resultaram em cuidados ao domicílio, 19 por cento em cuidados médicos em 12 horas, 12 por cento em consultas entre um a três dias após o contacto, enquanto 15 por cento dos utentes foram encaminhados para os serviços de urgência hospitalar.

«Concluídos 22 meses de funcionamento com uma aderência significativa por parte da população portuguesa, independentemente da sua idade (50 por cento adultos) verifica-se que a intenção inicial dos utentes em se dirigirem às urgências (54 por cento) sofreu uma forte redução, após contacto com o serviço, que se terá traduzido em 163.457 episódios de urgência evitados (26 por cento de intenção final urgência hospitalar)», refere o documento.