Os trabalhadores da Transtejo, empresa responsável pelas ligações fluviais entre a margem sul e Lisboa, defenderam hoje preocupações com o estado da frota, referindo que muitas das embarcações não estão disponíveis para navegar.

Os trabalhadores da empresa reuniram-se, esta quinta-feira, em plenário, no terminal fluvial de Cacilhas, em Almada, o que originou a paralisação total das ligações entre as duas margens das 14:30 às 17:30.

"No plenário de hoje foi discutida a necessidade de admissão de novos trabalhadores, mas, no caso da Transtejo, a principal questão é a manutenção da frota, que está um caos. Das 22 embarcações, apenas estão sete ou oito disponíveis, as outras estão paradas, ou por avarias ou por falta de certificados", disse à Lusa Carlos Costa, do Sindicato dos Transportes Fluviais Costeiros e Marinha Mercante, afeto à Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS).

A Transtejo é a empresa responsável pelas ligações fluviais entre Cacilhas, Seixal, Montijo e Trafaria e Lisboa, estando integrada na Transportes de Lisboa, juntamente com o Metro, Carris e Soflusa.

Segundo o responsável sindical, este será um dos principais pontos a discutir com a administração da empresa, em reuniões que vão decorrer a 18 e 19 de outubro.

Fonte da Transtejo/Soflusa disse à Lusa que a empresa conta com uma frota de 30 navios, dos quais está a ser analisada a eventual alienação de quatro embarcações.

"Está um navio em serviço turístico (cuja tipologia não se adequa ao serviço de transporte público) e 25 navios com condições de exploração em serviço público. Destes 25, encontram-se atualmente quatro em estaleiro para realização rotinas de conservação ou reparação programada com vista à renovação dos seus certificados de navegabilidade e quatro em processo de reparação de avarias pontuais", explicou a empresa.

A empresa acrescentou que, no corrente ano, já foram realizadas 11 docagens de navios, estando em planeamento e com disponibilidade orçamental a docagem de mais três navios, com procedimento de contratação a decorrer.

"De referir que, no pico da operação estão em serviço um total de 15 navios, estando disponíveis, como foi exemplo o dia de hoje, navios suficientes para garantir o serviço programado. No caso da Transtejo hoje estiveram disponíveis para circulação 10 navios", concluiu.