A Liga Portuguesa Contra o Cancro acusa os hospitais de adiarem a entrada de doentes nas listas de espera para cirurgia oncológica, avança a TSF.

A denúncia surge seis meses depois do lançamento, por parte do Governo, de novas medidas para responder ao aumento do caso de cancros no Serviço Nacional de Saúde.

Para o secretário-geral da Liga, Vítor Veloso, as mudanças previstas não serviram para nada, uma vez que «está tudo na mesma».

«Foram medidas avulsas sem tradução prática, pelo que a lista de espera está igual ou pior do que na altura», acusou, em declarações à rádio.


Segundo Veloso, um dos pontos fracos encontra-se nas redes de cuidados continuados e paliativos que «não funcionam», uma vez que os doentes ocupam camas para quem vai ser operado.

O presidente do Núcleo Regional do Norte denunciou ainda que os doentes oncológicos estão a ser operados «depois dos prazos estipulados», mas os conselhos de administração continuam a usar «subterfúgios» para diminuir, estrategicamente, os tempos e as listas de espera.

Vítor Veloso conta ainda que os doentes oncológicos passam por várias etapas «desnecessárias» ou, «pelo menos, muito prolongadas no tempo, que fazem com que a espera dos doentes seja muito maior do que aquilo que nos querem fazer pensar».