A Liga de Bombeiros não tem verbas para proceder à remoção de amianto em mais de 100 quartéis. A Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) terá garantido apoio financeiro há cerca de três meses, mas agora terá afirmado que não tem «cobertura financeira» para isso.
 
O Presidente da Liga, Jaime Marta Soares, lamentou a informação, acrescentando que a Liga sempre teve um bom relacionamento com a ANPC, em declarações à rádio TSF.
 
Em cerca de 500 quartéis de bombeiros, 130 foram construídos com a utilização de amianto. 

O amianto foi um elemento natural muito usado na construção, em telhas de fibrocimento e revestimentos térmicos e acústicos, até se confirmar a associação a patologias cancerígenas. 

No ano passado, o Governo divulgou uma lista de edifícios públicos que terão amianto na sua construção, na sequência de um levantamento feito pelo executivo em instalações e equipamentos onde se prestam serviços públicos. 

O levantamento inclui também alguns edifícios, instalações e equipamentos do setor empresarial do Estado, designadamente os hospitais Entidades Públicas Empresariais (EPE). 

De acordo com a lista, 16% por cento dos 12.944 edifícios públicos têm amianto na sua construção, sendo o Ministério da Educação e Ciência o que tem mais estruturas com aquele material tóxico.