O presidente da Câmara Municipal do Funchal, Paulo Cafôfo, disse esta quinta-feira que a Levada do Bom Sucesso, onde um turista alemão morreu na quarta-feira na sequência de uma queda, não consta do guia de percursos recomendados.

Nós já retirámos a levada dos nossos guias, porque é uma levada perigosa e que não deve ser recomendada", afirmou o autarca, após a reunião camarária, onde foi autorizada a aquisição de uma plataforma digital de apoio ao sector do turismo.

Paulo Cafôfo precisou que o acidente, em que morreu um cidadão alemão de 60 anos, não ocorreu exatamente na levada, mas num trilho anexo.

A gestão da Levada do Bom Sucesso, que atravessa uma grande parte das zonas altas do Funchal e é muito frequentada por turistas, é da responsabilidade da Câmara Municipal.

Temos feito, através do Parque Ecológico do Funchal, a limpeza e manutenção do trajeto", assegurou Paulo Cafôfo, realçando que o objetivo é "diminuir a sua perigosidade".

O autarca sublinhou, no entanto, que "a responsabilidade [pelo acidente mortal] não será somente da Câmara", tendo em conta que o percurso já foi retirado da lista dos recomendados.

As levadas são canais acompanhados de uma plataforma pedonal que serpenteiam as serras da Madeira e que transportam a água do norte para o sul da ilha, constituindo uma atração para os turistas pelas paisagens que permite observar.

Entretanto, na reunião de hoje do ecxecutivo, foi autorizada a aquisição de uma aplicação digital de apoio ao sector do turismo, através da qual o Funchal passa a integrar uma rede de cidades internacionais, onde são recomendados aos visitantes 30 locais de interesse e relatadas dez histórias (áudio e impressas) relacionadas com a cidade.

A Câmara do Funchal aprovou, por outro lado, um plano estratégico de identificação das comunidades desfavorecidas, instrumento indispensável para poder candidatar-se aos apoios da União Europeia no âmbito do programa Madeira 14/20.

Nesta identificação foram registadas 19 áreas que vão ser alvo de investimento, não só ao nível da regeneração física, mas também económica e social", explicou Paulo Cafôfo, lembrando que todos os sítios correspondem a bairros sociais e zonas circundantes.