A GNR de Viana do Castelo realizou uma operação de combate aos crimes de lenocínio, associação criminosa, falsificação de documentos e posse ilegal de armas que culminou com quatro detidos e a constituição de mais cinco arguidos.

Fonte do comando distrital da GNR de Viana do Castelo, que deu a informação, explicou que a operação foi realizada na terça-feira pelo Núcleo de Investigação Criminal, mobilizou 65 militares e envolveu 24 buscas, 13 a residência e 11 a veículos.

A investigação, iniciada há cerca de um ano visava «a prática daqueles crimes, que vinham sendo perpetrados, de forma organizada, na região do Alto Minho».

A operação terminou com a detenção de quatro indivíduos, sendo que uma é mulher, com idades compreendidas entre os 35 e os 63 anos que serão presentes na quinta-feira ao Tribunal de Viana do Castelo, para primeiro interrogatório judicial.

Foram ainda constituídos arguidos cinco indivíduos, entre eles duas mulheres, todos de nacionalidades portuguesa.

A GNR identificou também 24 pessoas, sendo que 19 são portuguesas, quatro brasileiras e uma natural do Zimbabwe.

A Guarda esclareceu ainda que no decurso da operação, para além de apreendidos «vários artigos relacionados com a prática de prostituição» - como preservativos, lubrificantes sexuais -, foram apreendidas dez viaturas, duas delas topo de gama, 20 telemóveis, 12 televisores, seis relógios, objetos em ouro, diversos equipamentos multimédia e 53.500 euros.

Os militares da GNR apreenderam também uma arma de fogo de calibre 22 milímetros, além de seis munições do mesmo calibre, uma réplica de arma de fogo e duas armas brancas, noticia a Lusa.