O PSD pediu um «esforço de bom senso e boa vontade» para resolver a avaria da ponte móvel, Matosinhos, sublinhando a urgência de abreviar as obras na A28, motivo pelo qual vai contactar hoje a Estradas de Portugal.

A circulação automóvel e pedonal na ponte móvel do porto de Leixões, em Matosinhos, está interrompida desde o dia 23 de outubro devido a uma avaria técnica, sendo a previsão de arranjo de cerca de dois meses.

Hoje, três deputados do PSD eleitos pelo círculo do Porto, o vereador social-democrata na Câmara de Matosinhos, Pedro da Vinha Costa, e o deputado municipal José António Barbosa reuniram-se com a administração da Administração dos Portos do Douro e Leixões (APDL).

Em declarações aos jornalistas no final, Pedro da Vinha Costa sublinhou a urgência de abreviar as obras a decorrer na ponte da A28, adiantando que os deputados do PSD presentes «assumiram o compromisso de ainda hoje contactarem a Estradas de Portugal para a tentar sensibilizar para a necessidade de que o concessionário faça as obras o mais rápido possível».

«Foi-nos dito na reunião de câmara da semana passada que havia o compromisso de aumentar o ritmo das obras mas, como pode ter sido visto por toda a gente, ontem [domingo] não havia ninguém a trabalhar na ponte e hoje de manhã, às 09:00, estavam duas pessoas a trabalhar na ponte», sublinhou.

Na sexta-feira, em comunicado, a Câmara de Matosinhos anunciou a antecipação da reabertura do Nó da Quinta da Conceição, na A28, medida através da qual se pretende diminuir os constrangimentos no trânsito resultantes da avaria da Ponte Móvel de Leixões.

Pedro da Vinha Costa disse ainda que o PSD pôs em cima da mesa «a possibilidade circulação de automóveis pelo interior da APDL», tendo-lhes sido dito que não era possível.

«Prefiro não comentar essa situação. Acho é que nós estamos a viver uma situação excecional. Para resolver o problema de milhares de pessoas todos nós temos que ser capazes de fazer um esforço de bom senso e de boa vontade para o resolver. Com toda a franqueza não me parece que estejam a ser feitos todos esses esforços, designadamente de quem está a fazer as obras na A28», criticou.

Esta proposta da passagem de automóveis pelo interior do Porto de Leixões já tinha sido colocada pela autarquia, que explicou que «o acesso à área portuária do porto de Leixões está, no entanto, legalmente impedido à circulação pública, visto tratar-se de uma zona internacional, de fronteira, e com restrições legais e de segurança».

O vereador do PSD na Câmara de Matosinhos disse ainda não perceber «como é que é possível uma coisa destas ter acontecido», não compreendendo como é que se faz ponte como a que está em causa «sem curar de ter uma peça sobresselente para substituição no caso de avari.

«E pedimos à administração da APDL que trate de garantir peças sobresselentes para evitar que esta situação se possa repetir», disse.

O PSD colocou ainda a questão da responsabilidade, querendo saber «quem é que responsável pelos prejuízos que estão a ser causados a todas as pessoas».

«Se há responsabilidade da empresa que forneceu o equipamento, se a responsabilidade é da APDL. Esse é um problema que nos foi dito que está a ser estudado pelo gabinete jurídico da APDL», adiantou.