A Câmara de Matosinhos anunciou hoje a antecipação da reabertura do Nó da Quinta da Conceição, na A28, medida através da qual se pretende diminuir os constrangimentos no trânsito resultantes da avaria da Ponte Móvel de Leixões.

Desde quarta-feira, na sequência de uma avaria técnica na Ponte Móvel de Leixões, a circulação entre Matosinhos e Leça através daquela estrutura está impedida, sendo a previsão de arranjo de cerca de dois meses.

«Apesar da Administração dos Portos do Douro e Leixões (APDL) ter disponibilizado um serviço gratuito 24 horas por dia de transporte em autocarro para peões e bicicletas, temos verificado diariamente um intenso congestionamento de trânsito na Ponte da A28, nos dois sentidos, em virtude das obras que a empresa concessionária Auto-Estradas Norte Litoral está a efetuar», explica hoje a Câmara de Matosinhos em comunicado.

Com o objetivo de «minorar os efeitos dos congestionamentos de trânsito que afetam milhares de automobilistas», a autarquia esteve hoje reunida com os responsáveis da APDL e da concessionária Auto-Estradas Norte Litoral, encontro do qual resultou «o compromisso de que a reabertura do Nó da Quinta da Conceição, prevista para um prazo de 15 dias, será antecipada em menos de uma semana».

Esta antecipação só será possível «graças ao reforço dos meios do empreiteiro e à reformulação do plano de trabalhos estabelecido pela empresa concessionária, conforme proposta da Câmara Municipal de Matosinhos».

«A deficiência constatada na informação e sinalética disponibilizada aos automobilistas será igualmente corrigida», adianta o mesmo comunicado, que garante que a atuação da Polícia Municipal «será também reforçada na componente de informação e controlo do tráfego».

Quinta-feira, em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara de Matosinhos, Guilherme Pinto, disse que ia sugerir à APDL que uma das soluções alternativas para a circulação do tráfego devido à avaria na ponte móvel seja a passagem por dentro do Porto de Leixões.

No mesmo comunicado, a autarquia afirma que esta proposta foi feita à APDL mas explica que «o acesso à área portuária do porto de Leixões está, no entanto, legalmente impedido à circulação pública, visto tratar-se de uma zona internacional, de fronteira, e com restrições legais e de segurança».

«Diariamente passam pelo porto de Leixões mais de dois mil camiões, maquinaria pesada e diverso equipamento de movimentação de mercadorias, além de composições ferroviárias, o que coloca em risco pessoas e bens que não utilizam habitualmente o porto», justificam.

No dia seguinte à avaria, Segundo o presidente APDL, Brogueira Dias, explicou que a vistoria entretanto efetuada revelou que uma das rótulas que integra o complexo sistema de elevação da ponte «não está a funcionar em pleno» e terá que ser substituída.

Contudo, e dado o muito limitado número de pontes móveis deste tipo, a peça não está disponível no mercado, pelo que terá que ser propositadamente fabricada.