As obras para travar o avanço do mar no Pedrógão, a única praia do concelho de Leiria, arrancam em junho, mas podem ser suspensas em agosto para minimizar eventuais impactos, disse o vereador do Ambiente da Câmara.

«Está tudo preparado para começar a obra no início do mês de junho», afirmou à agência Lusa Ricardo Santos, admitindo que os trabalhos, na ordem do meio milhão de euros e com prazo de execução de quatro meses, possam parar em agosto.

Segundo o autarca, esta «hipótese» será equacionada «no desenrolar da obra», que deverá ser adjudicada na reunião de terça-feira do executivo municipal, adiantando que a Câmara quer criar condições para que na zona central da praia, entre o Centro Azul, espaço de atividades de sensibilização ambiental, e o promontório, a sul, não haja circulação de camiões ou máquinas na época balnear.

Os trabalhos na praia do Pedrógão contemplam, na área junto ao Centro Azul e que se estende até à ribeira, o enrocamento, enquanto na rotunda norte está prevista a colocação de sacos de areia. Entre esta rotunda e a ribeira vai ser depositada areia.

Ricardo Santos salientou que o «objetivo» da Câmara é garantir o impacto mínimo das obras, justificando a realização do investimento na época balnear por não existirem garantias de que pudesse ser feito a partir de setembro devido às condições do mar, a que acresce, também, o seu financiamento estar assegurado para este ano.

«É preferível termos um verão menos positivo este ano, mas dando a garantia de que para os próximos anos possa haver condições para se usufruir da praia», declarou o autarca.

Nos últimos anos, a praia do Pedrógão tem sofrido um processo de erosão costeira que coloca em perigo iminente todas as infraestruturas adjacentes à marginal, assim como também toda a proteção dunar, informa a Câmara, liderada por Raul Castro.

Segundo a autarquia, em setembro de 2013, a ondulação destruiu toda a zona da passagem de emergência, assim como descalçou o muro da rotunda e, este ano, o cenário «agravou-se, fruto das condições do estado do mar particularmente violentas, provocando súbitas e grandes alterações na zona dunar, tendo inclusive as ondas assomado ao paredão e passeios, causando danos na rotunda norte e Centro Azul».