Para Marcelo Rebelo de Sousa, o ministro da Saúde "esteve muito bem" ontem ao pedir desculpas pela legionella no Hospital São Francisco Xavier, que já provocou cinco vítimas mortais e infetou 50 doentes. O Presidente da República avisou, ao mesmo tempo, que espera que se "apurem as responsabilidades" tanto neste caso, como no do roubo de Tancos, que não se esquece.

Recorde-se que Marcelo criticou o Governo por não ter pedido desculpa às vítimas dos incêndios de junho e de outubro. Mesmo com essa chamada de atenção, o primeiro-ministro acabou por fazê-lo só depois de desafiado pelo PSD, no Parlamento. 

Agora, perante o surto de legionella, fez questão de elogiar o ministro da Saúde por ter pedido desculpa, ao "reconhecer a sua quota parte de intervenção numa realidade que não funcionou".

Hoje, com alguma distância, [existe a noção de que a situação no Hospital São Francisco Xavier] é muito maior do que se tinha pensado no início. E ele enumerou as várias entidades que deviam, de facto, a seu ver, pedir desculpa, e só lhe fica muito bem tê-lo feito".

 

É fundamental para tudo, quando há da parte de entidades públicas alguma coisa que falha, depois haver relatórios que apurem as responsabilidades".

E, lembrou Marcelo, o ministro  Adalberto Campos Fernandes disse que iriam ser apuradas "essas responsabilidades, porque há vários inquéritos e relatórios a correr que irão dizer aos portugueses o que é que correu mal": "Eu já tinha tido a mesma posição no caso de Tancos", recordou ainda.

Sobre este caso das armas desaparecidas dos Paióis Nacionais de Tancos, no distrito de Santarém, o Presidente da República manifestou-se convicto de que " há de aparecer no final, também, no caso de Tancos, quer a nível interno, quer a nível da investigação do Ministério Público, o apuramento daquilo que se passou".

Portanto, nos domínios mais variados, é evidente que faz sentido que a Administração Pública esteja sujeita ao escrutínio democrático dos cidadãos e não tenha nada a esconder. Faz parte da transparência normal da vida política e administrativa do país".

O material roubado apareceu quase quatro meses depois e com uma caixa de munições a mais