A mulher portuguesa que matou a filha menor, em França, tinha uma vida perfeitamente normal.
Casada, mãe de duas filhas que levava à escola todos os dias.

Emigrou para Nice, região francesa, em busca de uma vida melhor.  

Surto psicótico

Um dia, um surto psicótico mudou-lhe o destino.

"Tinha uma vida normal como todos os casais, tinha uma casa linda, tinha tudo do quanto era bom. E de repente, não sei o que é que se passou pela minha cabeça, agarrei numa faca e matei a minha filha." 


Este episódio aconteceu em 2012 enquanto estava emigrada e a justiça francesa considerou-a inimputável.

Medida de segurança cumprida em França  

Cumpriu a medida de segurança num hospital psiquiátrico em França. Depois de cumprir essa medida estabelecida pelo tribunal francês, foi a pedido da mãe, transferida para Portugal.

Hospital Júlio de Matos

Fez o resto do processo de tratamento no Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa, mais conhecido como Hospital Júlio de Matos.

A mulher teve agora alta hospitalar e regressou a Alenquer onde cuida de outra filha de seis anos.

A partir do momento que a medida de segurança decretada pelo tribunal é cumprida, a lei não prevê a obrigatoriedade de manter um doente mental internado.

Da mesma forma que um cidadão que cumpra a pena de prisão, a menos que cometa outro crime, não pode ser obrigado a permanecer na cadeia.