Nova carta e novos ataques à justiça portuguesa.

Desta vez José Sócrates diz que as acusações infundadas que lhe são feitas visam impedir a vitória do partido socialista nas próximas eleições legislativas.
 

"À medida que o tempo passa cresce a legítima suspeita de que este processo tem como verdadeira motivação condicionar as próximas eleições e impedir a vitória do PS acontece que isso não compete à justiça, mas à política."

 
No artigo de opinião escrito a partir da prisão de Évora, onde está detido por suspeitas de corrupção, branqueamento de capitais e fraude fiscal, Sócrates reitera que ainda não há acusação porque não existem provas.
 

"Não podem existir provas contra mim por uma razão simples: não pratiquei nenhum crime".

 
O antigo primeiro-ministro está detido preventivamente há nove meses e nesta carta diz-se ofendido com a longa prisão ainda que reconheça que o Ministério Público tem até novembro para deduzir a acusação.
 

"Já não é possível disfarçar que este se tornou um processo "saltitão", em que a investigação saltita de uma teoria para outra de cada vez que a anterior esbarra contra a verdade. Bem vistas as coisas, a investigação já "acreditou" em tudo e no seu contrário."

 
Nove meses de prisão, doze declarações
 
Em nove meses de prisão, entre cartas, entrevistas e declarações, esta é a décima segunda vez que o ex-primeiro-ministro falou á comunicação social.
 
Medida de coação reavaliada em setembro
 
O juiz Carlos Alexandre tem até 9 de setembro para decidir se mantém José Sócrates em prisão preventiva.
Na última avaliação ficou decidida a prisão domiciliária, recusada pelo ex-primeiro-ministro.

O supremo tribunal de justiça decidiu que o processo continua no tribunal central de instrução criminal, mas o tribunal da relação de lisboa considerou que só depois de Sócrates ser acusado formalmente é que se sabe qual o tribunal que vai julgar o antigo primeiro-ministro.
 
Carlos Santos Silva
 
Quanto a Carlos Santos Silva o amigo a quem Sócrates alega ter pedido dinheiro emprestado, o procurador do DCIAP, Rosário Teixeira tem até sábado, dia 22 de agosto para se pronunciar sobre a prisão domiciliária do empresário da Covilhã.