Um homem que deu entrada na Cardiologia do Hospital de Viseu foi diagnosticado com sarna, uma doença de pele contagiosa, que obrigou ao isolamento do doente e ao tratamento de profilaxia em cerca de 20 profissionais de saúde.

De acordo com o presidente do Centro Hospitalar Tondela Viseu, Cílio Correia, o doente - proveniente de um lar de idosos - está internado e em tratamento desde quarta-feira.

O diagnóstico foi feito na sequência de um desequilíbrio da patologia cardíaca que o doente possui. No contexto de um exame clínico, os enfermeiros verificavam que o doente apresentava lesões, que depois foram confirmadas pelo dermatologista como sendo escabiose, sendo logo colocado num quarto de quarentena para fazer tratamento", explicou.

Sobre os cerca de 20 profissionais de saúde envolvidos neste episódio, o presidente do Centro Hospitalar Tondela Viseu informou que "não têm escabiose" e estão "a trabalhar normalmente", tendo feito o tratamento de profilaxia para a doença, que se transmite em contexto de contacto físico e pode vir a desenvolver-se em três a seis semanas.

Contactei a Autoridade de Saúde, no sentido de ir ao lar respetivo de onde este doente veio, para se informar sobre os outros utentes", acrescentou.

Também em maio foram diagnosticados três doentes com sarna no hospital de Viseu, o que levou a que fosse feito tratamento de profilaxia a perto de uma centena de pessoas.

O primeiro, que foi o vetor, foi diagnosticado a 19 de maio, tendo surgido posteriormente um outro doente que estava confinado ao quarto onde estava o primeiro doente. E agora surgiu um terceiro doente que estava na enfermaria da ortopedia A, no serviço de Medicina Física e Reabilitação, dado que é um internamento comum", explicou.

Na altura, Cílio Correia referiu que foi chamada a comissão de controle de infeção e "feita a profilaxia no conjunto dos profissionais identificados que tiveram contacto e exposição não controlada com estes doentes".

"Foi feita a profilaxia em 54 enfermeiros, 22 assistentes operacionais e nos 22 doentes" da ortopedia A, disse.

Segundo Cílio Correia, o Hospital de Viseu "é uma porta aberta", podendo vir a aparecer novos casos de doentes com sarna que se dirijam aquela unidade de saúde.